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Divulgação |
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| Two Lives: Gertrude and Alice. Janet Malcolm. 229 págs. Yale University Press. US $ 25. |
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Janet Malcolm, escritora clara e analítica, não parece combinar com Gertrude Stein e suas travessuras modernistas. Em “Two Lives”, seu novo e fascinante estudo sobre Stein e a companheira Alice B. Toklas, Malcolm não demonstra ter nenhum grande amor pela escrita mais experimental de Stein. Ela dispensa inteiramente a reverência de biografias mais tradicionais, referindo-se a um dos livros de Stein como “entediante” e, a outro, como “um tipo de colapso nervoso”.
Quando ela confessa tal desgosto em relação à escrita mais impenetrável a um grupo de estudiosos de Stein, ela se sente “como alguém que pede um cheeseburger no Lutèce”.
Mas a preocupação de Malcolm não é tanto a inovação estilística de Stein quanto a construção da vida e da reputação desta autora. Como em “The silent woman”, seu estudo de 1994 sobre Sylvia Plath, Malcolm aponta o impulso de biógrafa em direção aos biógrafos. Eles se tornam personagens na busca por compreensão da vida de Stein, e o processo de escrever uma biografia, de acumular fatos, é ele mesmo narrado como uma história. O assombroso dom de Malcolm é, em grande parte, o do romancista. Ela está interessada não só em uma descoberta de um erudito a respeito de uma mudança em um manuscrito de Stein, mas também nos quartos baratos, sem ar condicionado, nos quais o erudito teve o sonho contendo aquela descoberta. |