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Divulgação |
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| Calor, Bill Buford, trad. Pedro Maia Soares,Companhia das Letras, 424 págs., R$ 49,50 |
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Há cerca de oito anos, o filho de meu melhor amigo me perguntou se eu já tinha ido a um restaurante italiano em Manhattan chamado Pó. Fiquei espantada. Taylor é uma criança esperta, mas mal entrara na quinta série e morava no delta do rio Mississipi, um lugar onde molho de tomate italiano é chamado de “caldo para espaguete”. Ele nunca havia estado em Nova York e ninguém na família dele pode ser considerado um “freqüentador de restaurantes” – então como ele conhecia um pequeno restaurante do West Village cujas especialidades incluem salmão curado na grapa e linguini com siri e bacon?
Esse acontecimento ofereceu uma aula rápida sobre o poder da então recém-criada rede de TV Food Network. Mario Batali, à época chef do Pó e agora a força criativa por detrás de um império que inclui o Babbo e o Del Posto, era uma das estrelas do programa “Molto Mario” e o novo herói de Taylor. Batali usava um rabo-de-cavalo e tinha uma imagem rock’n’roll capaz de impressionar um garoto adolescente cujo pai vivia quase sempre ausente; ele também era um cozinheiro impressionante – e aparentemente inspirador. Assim que ficou velho o suficiente, Taylor conseguiu um emprego no clube local da cidade, preparando lanches. Hoje, trabalha no L&M’s Kitchen e Salumeria em Oxford, Mississipi, que pertence a Dan Latham, um protegido de Batali. Da mesma forma que Batali, Taylor começou trabalhando por meio período como lavador de pratos, foi notado por seu chefe e hoje ajuda a fazer massas inspiradas, não pouco, nas do Pó ou do Babbo. |