« 1 2 3 4 5 6 »
O mito da liberdade
Considerado como rito de passagem, “On the road” é constantemente roubado das livrarias. Por críticos literários, é visto com reservas
por Motoko Rich e Melena Ryzik.
Reprodução
“On the Road”, de Jack Kerouac
[continuação]

“On the Road”, autobiográfico e em fluxo de consciência, segue Sal Paradise (uma personagem baseada em Kerouac) e Dean Moriarty (baseado em Neal Cassady, amigo de Kerouac) enquanto vagueiam de um lado para outro pelos Estados Unidos, bebendo, ouvindo jazz e tendo casos amorosos.

A editora Viking lançou uma edição comemorativa no último dia 17 de agosto (o original foi lançado em 5 de setembro de 1957) e, também, pela primeira vez em forma de livro, a versão original que Kerouac datilografou em um rolo de papel de 36 metros; ainda, uma nova análise, de John Leland, repórter do “The New York Times”, intitulada “Why Kerouac Matters: The Lessons of ‘On the Road’ (They’re Not What You Think)”.

A editora Library of America incluirá “On the Road” em uma coleção de “romances de estrada” a ser publicada no próximo mês. E a Biblioteca Pública de Nova York fará uma homenagem em novembro, com uma exibição do rolo original e de outros materiais dos arquivos de Kerouac.

Apesar de muito disso ser um atrativo para beats aficionados, “On the Road” continua a ter um significado cultural mais amplo, particularmente para os jovens. Alimentado em parte por trabalhos escolares, o livro vende 100 mil cópias por ano em várias edições em papel barato, de acordo com a Viking. E, mesmo que sua era de porta-bandeira da contracultura possa ter terminado (é difícil manter-se como contracultura enquanto se está estampado em anúncios da Gap, como aconteceu com Kerouac nos anos 1990).
« 1 2 3 4 5 6 »
Motoko Rich e Melena Ryzik. Veja também os textosMeio século do pé na estrada” e “Kerouac também era tradicional”. E ainda. Os arquivos em pdf originais de 1957 do New York Times Reviews de “On the Road”: Gilbert Millstein | David Dempsey