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| O mito da liberdade |
| Considerado como rito de passagem, “On the road” é constantemente roubado das livrarias. Por críticos literários, é visto com reservas |
| por Motoko Rich e Melena Ryzik. |
[continuação]
Penny Vlagapoulos, uma estudante de pós-graduação da Universidade Columbia que leciona sobre o livro lá e na Universidade de Nova York, disse: “Eu ainda acho que se trata de um romance de rito de passagem. Toda a idéia de liberdade da estrada aberta ainda é muito viva para os jovens”.
Michael Heslop, 30, disse que leu “On the Road” pela primeira vez quando era veterano do segundo grau e que o relê a cada ano ou outro. Em 2004, ele abriu o Kafe Kerouac, um café, loja de discos, livraria e espaço para performances em Columbus, Ohio. “Eu queria nomeá-lo em homenagem a um escritor americano que eu admirasse”, disse Heslop. “Jack Kerouac parecia mais a essência de um café independente, underground, que um Hemingway ou um Mark Twain.” (Ele também oferece um improvável drink Kerouac, um latte com avelã e menta). “É difícil dar o nome de alguém a um café puro”, disse Heslop.
Ao modo beat, o Kafe Kerouac serve de anfitrião para leituras de poesia com microfones abertos e atrai uma multidão universitária. Nina Hernández, 23, uma funcionária do café, leu “On the Road” pela primeira vez há um ano. “Gosto que ele não seguisse as regras, ele simplesmente despiu-se delas e escreveu aquilo que estava pensando”, disse ela.
Mas Hernández, estudante de engenharia industrial, também disse que ela não tinha ouvido falar em Kerouac até que começasse a trabalhar no café. E, ela lembrou, o livro tinha suas falhas: “Algumas vezes achei que ele tinha um pouco de palavras demais”. |
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