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| O mito da liberdade |
| Considerado como rito de passagem, “On the road” é constantemente roubado das livrarias. Por críticos literários, é visto com reservas |
| por Motoko Rich e Melena Ryzik. |
[continuação]
Na academia, “On the Road” tem uma reputação mista. “Não acho que o livro seja levado a sério pela maioria dos pesquisadores e críticos literários”, disse Bill Savage, professor sênior do departamento de Inglês da Northwestern University, onde ensina sobre “On the Road” há duas décadas.
Ainda assim, disse Savage, seus alunos ligam-se ao livro de forma completamente pessoal. “Estudantes de graduação podem se relacionar com ele porque vivem em um tal mundo mediado pela a internet, o celular e o iPod”, disse ele. “Há tantas maneiras pelas quais você não está onde está, e Kerouac é sobre estar onde você está.”
Alguns estudantes, apesar disso, rejeitam o livro como antiquado. Ann Douglas, uma pesquisadora que leciona sobre o movimento beat há mais de 25 anos na Columbia, reconhece que os alunos não o aceitam como um “evangelho”. Eles o criticam de muitos ângulos diferentes, disse ela — achando-o, por exemplo, condescendente em relação aos mexicanos e à mulheres.
Mas Douglas diz que seu seminário sobre os beats tem, regularmente, seis vezes mais aplicantes que o número de vagas e que o romance ainda ressoa de forma forte, em parte porque ela dá a seus alunos um trabalho para que escrevam um ensaio autobiográfico no estilo espontâneo tornado famoso por Kerouac. |
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