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| O mito da liberdade |
| Considerado como rito de passagem, “On the road” é constantemente roubado das livrarias. Por críticos literários, é visto com reservas |
| por Motoko Rich e Melena Ryzik. |
[continuação]
“Sempre os estudantes atingem a melhor escrita de suas carreiras”, disse ela. “É uma intimação deixar de lado o medo do que as pessoas dirão ou do que suas famílias esperam, e encontrar uma voz que seja realmente deles próprios.”
Na City Lights Books, o ponto de referência literário de San Francisco (que vende mil cópias de “On the Road” a cada ano), Lawrence Ferlinghetti, o poeta beat, publisher e co-fundador da livraria, medita sobre o sucesso contínuo do livro.
Ferlinghetti, 88, contrastou a obra de Kerouac com “Look Homeward, Angel”, de Tom Wolfe; desse último, disse que “é do tipo de livro que você lê aos 18 e acha maravilhoso, mas, se você o lê aos 35 ou 50, você fica embaraçado com seu tom ultra-romântico e sua exuberância floreada”. Mas, tendo lido “On the Road” quando foi lançado pela primeira vez, e quando aos 30 anos, e no mês passado, Ferlinghetti disse “ainda há “aquela coisa”, pode-se dizer”. |
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