Quando o assassino vira a grande estrela
por Janet Maslin
A caçada ao assassino de Lincoln, James L.Swanson, trad. Ricardo Silveira, Record, 504 págs., R$ 62
No dia 24 de maio de 1865, menos de um mês após a morte de John Wilkes Booth, uma editora publicou um livro chamado O assassino. Tratava-se de um relato ficcional sobre como Booth assassinou Abraham Lincoln e marcava o nascimento de um pequeno nicho de mercado para historiadores que continua bastante vivo até hoje.

Quase 141 anos mais tarde, o conjunto das obras sobre a morte de Lincoln atinge proporções imensas, prometendo, aparentemente, esgotar o assunto. Ainda assim, o livro A caçada ao assassino de Lincoln, de James L. Swanson, encontrou um ângulo de certa forma inédito a partir do qual tratar do assunto.

Essa história, cheia de detalhes, provocaria pesadelos em qualquer interessado em narrá-la. Uma grande quantidade de pequenos cúmplices e comparsas involuntários participou do plano de Booth (que pretendia, inicialmente, seqüestrar o presidente), e isso tanto antes quanto depois de 14 de abril de 1865, dia do terrível acontecimento. E, se a história de Lincoln não pode ser contada em poucos capítulos, a de Booth, membro de uma proeminente família de atores americanos da época, revela-se, ela também, intrincada.
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