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Tirar palavras ou frases do contexto é uma ofensa menos grave, ao passo que extrair um único comentário positivo de uma resenha no todo negativa constitui a menos grave das ofensas, se é que se trata de uma ofensa. “Nesse caso, estamos em uma situação-limite”, afirmou Richard Nash, um editor da Soft Skull Press. “Se a resenha é B- ou acima disso, vamos procurar pelo que há de positivo nela. Mas não se pode pegar uma resenha que seja C+ ou menos do que isso e tirar algo de positivo dela.” A romancista Laura Zigman, que trabalhou em várias editoras, admite ter apelado à criatividade no uso de elipses quando recortava resenhas para colocar em seu site. “Algumas vezes, temos de eliminar nove ou dez palavras a fim de encontrar o elogio”, disse. “Eu vou me sentar e pensar: ´Ahhhh, existe algo que posso salvar´. A gente está em um momento de demência. Aquilo nos dá uma sensação de controle, de faz de conta.“ Zigman sugere que se fixe uma regra: “Como, por exemplo, a de que haja ao menos cinco palavras em seqüência de uma resenha”. E há ainda a pontuação criativa. Nas palavras da escritora Sarah Vowell: “Precisamos fazer alguma coisa sobre o acréscimo de pontos de exclamação”. As regras básicas nesse quesito, segundo alguns, não são claras. “Com os pontos de exclamação, a coisa ganha outras dimensões”. Tudo fica melhor com um ponto de exclamação”, disse um importante editor de livros que não quis ter sua identidade revelada pois não desejaria alimentar descrédito em relação às obras de seus autores ou a livros de outras editoras. Citando um caso no qual um escritor dispôs-se a ajudar na seleção de citações para a versão de um livro em capa mole, o editor acrescentou: “Um autor da minha equipe agiu assim, e eu fiz que não vi. Não estamos violando as Convenções de Genebra...8. |