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| London com sua mulher, Charmian, em temporada no Havaí, 1915 |
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Na época em que ficcionistas inventavam os livros de aventura, Jack London (1876-1916) inventou o escritor aventureiro, e talvez nenhum outro autor até hoje mereça tanto essa alcunha quanto ele. Das neves do Alasca aos mares do Sul, London deu várias voltas ao mundo. Criou gado, pescou pérolas, participou da corrida do ouro e introduziu o surf nos Estados Unidos.
Morreu jovem e, apesar de tantas aventuras, escreveu bastante, quase sempre sobre elas. Na sua bibliografia, contam-se mais de 50 livros – que, no cinema, se multiplicaram em mais de 100 adaptações, algumas quando ainda era vivo.
Dizia que só escrevia para sobreviver e que se fosse rico o bastante não desperdiçaria um instante sequer da vida para criar histórias. “Prefiro ser cinza a pó”, costumava repetir (a frase, comprovadamente dele, é divulgada num trecho maior chamado “Credo”, cuja autoria, porém, não é confirmada). Era também incansável missivista: calcula-se que trocava cerca de 10 mil cartas por ano. Ao completar 29 anos, já havia deixado de ser um garoto pobre e era o autor bem-sucedido de O lobo do mar, que pode ser encontrado em várias edições nas livrarias brasileiras.
A aventura que London nunca realizou completamente foi a de ser boxeador. Aficionado pelo esporte, praticava-o de modo amador, pois era apenas bom de defesa, e não de ataque. Nas viagens de barco, o par de luvas sempre estava a postos. Sobre essa paixão, escreveu contos reunidos em Por um bife e outras histórias de boxeadores (que saiu no Brasil pela Artes e Ofícios). |