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Toda prosa |
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| 09 de janeiro de 2007 |
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| A construção do mito |
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| Lampião senhor do sertão: vidas e mortes de um cangaceiro, de Élise Grunspan-Jasmin, págs. 90-92 (Edusp, 392 págs., R$ 62) |
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Personagem complexo, amado e odiado, Lampião continua a povoar o imaginário popular nordestino. Para entender esse universo e montar uma detalhada biografia, a historiadora francesa Élise Grunspan-Jasmin pesquisou em livros, cordéis, autos de processos, relatos orais etc. No trecho a seguir, a explicação sobre o apelido do cangaceiro:
"Lampião teria relação com a luz que emanava de sua arma quando ele atirava. [...] A atribuição, qualquer que seja a origem do apelido, sela uma espécie de aliança definitiva com o cangaço. Virgulino se torna Lampião e assume toda a dimensão simbólica de seu apelido. [...] A alusão ao clarão que saía de sua arma ligava Lampião a um universo guerreiro, e quando ele se fizesse chefe de grupo seus atos seriam condizentes com seu apelido. " |
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