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| Thoreau, que exaltava a vida nos bosques |
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Henry David Thoreau (1817-1862) acreditava que se um homem não mantém o mesmo ritmo dos demais é porque talvez escute um compasso diferente. Com essa frase, parece sem dúvida se autodefinir.
Escritor, naturalista, abolicionista, inconformista, transcendentalista, tornou-se conhecido principalmente por duas obras: Walden ou A vida nos bosques, livro de memórias sobre o período em que viveu de modo simples numa cabana, afastado da cidade, e por A desobediência civil, ensaio em que prega a resistência não-violenta ao Estado.
Muitas gerações se deixaram influenciar por Thoreau: seus livros eram vistos como inspiradores por aqueles que recusaram – ou pretendiam recusar – o American way of life. Discípulo do também escritor Ralph Waldo Emerson (1803-1882), morador da pequena Concord, assim como ele, Thoreau é considerado influência para Tolstói, Gandhi e Martim Luther King; ecologistas, anarquistas e hippies de várias gerações.
Amante da natureza, dizia que a liberdade absoluta se encontrava longe da vida em sociedade: “Este mundo em que vivemos é mais prático do que seria conveniente; mais lindo do que seria prático; é mais para ser admirado e gozado do que usado. Deveria ser transformada a ordem das coisas”. |