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Toda prosa |
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| 18 de julho de 2007 |
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| Ante a página em branco |
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© Ulf Anderson/Getty Images |
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| Oz, que estudou como se deve começar um livro |
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Começar uma história talvez seja mais difícil que terminá-la. “É como passar uma cantada numa pessoa inteiramente desconhecida”, admite o escritor israelense Amós Oz, que decidiu se debruçar sobre histórias que têm começo intrigante o suficiente para seduzir mesmo o leitor mais experiente.
De sua leitura, resultaram os dez pequenos ensaios reunidos em E a história começa – dez brilhantes inícios de clássicos da literatura universal, que sai pela Ediouro, com tradução de Adriana Lisboa. Em “O nariz”, de Gogol, Oz admira as forças anárquicas. Em O outono do patriarca, de García Márquez, elogia o inusitado da vaca na sacada. Em “O violino de Rothschild”, de Tchecov, reconhece a prestidigitação do estilo. Em “Ninguém disse nada”, de Raymond Carver, mostra como tantos enigmas podem despertar o leitor, e não apenas afligi-lo. |
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