Toda prosa
  
01 de julho de 2005
Antropólogos tentam entender o sucesso da Parada Gay de São Paulo
 
Avenida Paulista no dia 28 de maio de 2005
Parada Gay de São Paulo saiu das ruas direto para a academia. Homossexuais em São Paulo, de vários autores, aborda o movimento com o olhar da antropologia. No estudo "Do `gueto´ ao mercado", Júlio de Assis Simões e Isadora Lins França afirmam: "É um momento de especial importância para ambas as perspectivas, já que se reconhece a Parada como uma oportunidade de maximizar a visibilidade tanto das casas noturnas - destacando-as no `gueto´ - como das reivindicações do movimento".

Os antropólogos observam que o rumo do movimento foi marcado, nos anos 90, pela difusão da categoria GLS - sigla usada para designar gays, lésbicas e simpatizantes. "A agregação da idéia de `simpatizante´ teve um claro sentido de exortação ao pluralismo e à mútua tolerância, ao estimular a reunião, no mesmo espaço físico, de pessoas de diferentes (ou múltiplas) orientações sexuais."

Ao mesmo tempo, surgem grupos autodenominados GLT - "t" de travestis, transsexuais e transgêneros. "Esses desenvolvimentos recentes" - argumentam os autores - "parecem indicar um modo peculiar de combinar mecanismos de diferenciação e segmentação da cena homossexual com tendências em favor de sua massificação e integração social."