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Toda prosa |
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| 01 de julho de 2005 |
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| Assim falou Mencken |
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| Friedrich Nietzchede H.L. Mencken Transaction Publishers 280 págs. US$ 24 |
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Foi por intermédio de Henry Louis Mencken que, há quase um século, os leitores americanos travaram conhecimento com o pensamento de Friedrich Nietzsche (1844-1900). Um dos melhores textos do jornalismo cultural dos Estados Unidos, Mencken (1880-1956) é conhecido no Brasil por obras como O livro dos insultos e, sobretudo, pelos ecos ouvidos na produção de Paulo Francis.
Friedrich Nietzsche traça um instigante perfil do filósofo alemão, mas o livro vale mais pela síntese da obra do autor de Assim falou Zaratustra e Ecce homo, entre outros livros. É uma daquelas introduções que faz o leitor correr para o original.
Mencken explica, por exemplo, como Nietzsche aplicou na civilização moderna a teoria da tragédia grega, marcada pela oposição entre o impulso apolíneo (contemplativo, que valoriza a interpretação) e o dionisíaco (energético, que valoriza a mudança). Pertencente ao segundo grupo, Nietzsche considera ideal o equilíbrio entre as duas forças.
Os dois são grandes frasistas. Como diz Richard Flathman na introdução de uma edição dos anos 90, foram feitos um para o outro. Um bom exemplo é o resumo (de Mencken) da de- finição de moralidade (de Nietzsche): "Uma idéia que nasce de um instinto verdadeiro e saudável pode sobreviver a esse instinto. Essa sobrevivência das idéias nós chamamos de moralidade". |
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