Toda prosa
  
04 de maio de 2007
Banquete papal
Ao longo dos séculos, a cozinha papal foi do frugal ao sofisticado e, até hoje, é considerada uma das mais requintadas e exclusivas do mundo. Alguns banquetes passaram para a história
 
Os segredos da cozinha do Vaticano, de Eva Celada, pág. 136 (Planeta, 192 págs., R$ 69,90)
Musse de faisão ao molho chaud-froid, o predileto de Pio VI; ossobuco com molho de vinho branco ao gosto de João XXIII; risoto com cogumelos e scampi para agradar João Paulo II e tortellini com abobrinha e camarão, a massa preferida de Bento XVI. Ao longo dos séculos, a cozinha papal foi do frugal ao sofisticado e, até hoje, é considerada uma das mais requintadas e exclusivas do mundo. Alguns banquetes passaram para a história:

“Às vezes, os banquetes começavam com doces; assim aconteceu, por exemplo, no solene festim oferecido pela cidade de Roma aos Médici por ocasião da nomeação de João de Médici como patrício romano (Papa) Leão X (1513 – 1521), em 13 de setembro de 1513. (...) No total, foram treze serviços, tanto doces quanto salgados, e no final, como se já não bastasse, um terneiro completo, fervido em vinho branco da ilha de Elba e banhado em pó de ouro. (...) No início do banquete, cada convidado encontrou um guardanapo: os quais envolviam pássaros vivos, que começaram a revoar por cima da mesa”.