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Toda prosa |
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| 08 de agosto de 2007 |
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| Betinho, o anárquico |
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DIVULGAÇÃO |
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| Betinho segura prato de comida, símbolo da campanha contra a fome |
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Em 1993, a Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida foi lançada nacionalmente e alcançou enorme sucesso: segundo pesquisa do Ibope, 26 milhões de pessoas – somente naquele ano – arrecadaram e distribuíram cestas básicas. Um dos idealizadores e principal expoente da campanha, Herbert de Souza, o Betinho, exercia o papel de intermediador do movimento (colocando em contato quem queria doar com quem precisava receber) e não de coordenador (não recebia nada, nem dinheiro, nem comida). No trecho a seguir, o sociólogo defende sua postura, que chegou a ser criticada por aqueles que defendiam um modelo de organização mais centralizador:
“As palavras-chave são descentralização, autonomia e iniciativa. O movimento é totalmente descentralizado, uma vez que ele não pertence a uma pessoa ou grupo, mas à cidadania, à sociedade. Cada cidadão é responsável por seus atos. O cidadão se organiza, mas com total liberdade. Cada comitê define o que fazer na luta contra a fome”. Betinho – sertanejo, mineiro, brasileiro, de Carla Rodrigues, pág. 204 (Planeta, 320 págs., R$ 39,90) |
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