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Toda prosa |
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| 01 de junho de 2006 |
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| Códigos desconhecidos |
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A suspeita de plágio arrefeceu, diminuíram os lançamentos explicando ou trazendo “a verdade sobre”, mas O código Da Vinci, de Dan Brown, continua gerando uma ampla gama de fenômenos editoriais. Eis as novas variações encontradas no mercado brasileiro: a paródia e a paráfrase. A primeira fica por conta dos assim chamados Irmãos Bacalhau, dupla formada pelos humoristas José Carlos Suzuki e Paulo Tadeu, que publicaram o muitíssimo bem-humorado O código da Vinte e Cinco de Março (em referência à rua de comércio popular em São Paulo).
No livro, editado pela Matrix, impera um besteirol eclético sobre o universo da televisão, as novas religiões, a história do mundo, o universo em si. Para fazer jus ao título, tiradas como: “Na 25 de Março, quando você ouvir o grito ‘Olha o rapa!’, não é um camelô anunciando o último CD do grupo do Falcão”. Para completar, a obra faz a divulgação da campanha “Produto falsificado: o melhor do Brasil é o paraguaio”.
Já a paráfrase quem fez foi o jornalista mineiro Leandro Müller, que acaba de lançar, pela editora Espaço e Tempo, seu O código Aleijadinho. A história é em tudo símile da de Brown, mas travestido à realidade tupiniquim. O crime original se passa na Igreja da Sé de Mariana (MG), a pintura reveladora é do artista que dá nome ao livro nacional, o serviço de inteligência é da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Da seita que tudo sabe, inclusive o segredo da vida eterna, participam Jesus, Buda e todos os profetas, mas também cada um dos nossos inconfidentes. Enfim, que ninguém lhe negue a criatividade. |
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