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Toda prosa |
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| 01 de janeiro de 2006 |
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| Escrita para adultos, lida por crianças |
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| Lewis, autor de As crônicas de Nárnia |
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No começo do século XIX, um pub em Belfast, na Irlanda, costumava receber escritores que se reuniam para trocar idéias. Entre eles, dois que despontariam, no século XXI, fazendo sucesso entre o público infanto-juvenil: J.R.R. Tolkien e C. S. Lewis.
Além do fato de assinarem apenas as iniciais e o sobrenome, os dois amigos partilhavam a idéia de que contos de fadas não são, necessariamente, literatura infanto- juvenil. Inicialmente, eram feitos para adultos, mas passaram para o quarto das crianças quando saíram de moda nos círculos literários, assim como acontecia com a mobília nas casas vitorianas.
Para Lewis, autor de As crônicas de Nárnia - que deu origem ao filme em cartaz, há três maneiras de escrever para crianças: a inconcebível, na qual o adulto considera texto infantil como um departamento especial, em que o autor dá às crianças o que acha que elas querem, tentando identificar seus hábitos como faria um antropólogo; a segunda - praticada por Lewis Carroll, Keneth Grahame e Tolkien -, em que o livro publicado nasce de uma história contada de viva voz a uma criança; e a terceira, "a única que sou capaz de usar", como diz, que consiste em escrever uma história para crianças "porque é a melhor forma artística de expressar algo que você quer dizer". Para ele, a classificação de livros em faixas etárias tem uma relação muito vaga com os hábitos dos leitores reais. |
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