Toda prosa
  
01 de junho de 2006
Escritos sob efeito alucinógeno
 
O escritor Jean Cocteau, que relatou experiências com ópio
O gosto pelas drogas toma conta da Europa na virada do século XIX para o XX. Escritores da época registram as suas experiências, como Jean Cocteau (1889-1963):

“Em 1925 [Cocteau] submete-se à primeira desintoxicação e em 1929 a uma segunda e longa internação, processo que deixa registrado em Ópio – diário de uma desintoxicação. Define a dureza do processo de desintoxicação como ‘ferida em câmera lenta’, e a inevitabilidade da dependência: ‘Paciência de papoula: Quem fumou, fumará. O ópio sabe esperar’. E anota no décimo dia: (...) ‘Claro que o ópio continua sendo único, e sua euforia superior à da saúde. Devo a ele minhas horas perfeitas. É pena que a medicina, em vez de aperfeiçoar a desintoxicação, não tente tornar o ópio inofensivo’”. Cocaína, seleção de Beatriz Resende; pág. 25