Toda prosa
  
01 de fevereiro de 2006
Estação da Luz mostra a língua
 
Hall do novo museu
O lugar onde os imigrantes tinham em terras paulistas o primeiro contato com o português falado no Brasil no século XIX passa a ser lugar de embarque para uma viagem de (re)encontro com a língua, tendo como locomotiva a literatura. Acaba de ser inaugurado o Museu da Língua, na Estação da Luz, em São Paulo.

Na "Praça da Língua", uma apresentação audiovisual de 22 módulos temáticos - divididos em dois programas que serão alternados - traz uma seleção representativa de frases, parágrafos e textos em língua portuguesa lidos por artistas como Fernanda Montenegro e Tom Zé. " \\'Canção do Exílio\\' ", de Gonçalves Dias, é lido por Chico Buarque, autor de \\'Sabiá\\', exemplifica Arthur Nestrovski, professor e crítico musical, responsável pela mostra ao lado de José Miguel Wisnik, crítico Estação da Luz mostra a língua literário e compositor. "O objetivo dessas leituras é promover o encantamento pelo impacto da língua", diz.

Outro condutor nessa viagem é Alfredo Bosi. O crítico e historiador literário selecionou 100 textos em língua portuguesa e os dispôs numa linha do tempo que parte dos tempos coloniais e chega à contemporaneidade, deixando de fora autores vivos. A primeira mostra temporária do espaço será dedicada aos 50 anos de Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa, com direito a versões originais do livro e leitura de 14 páginas do romance por Maria Bethânia.