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Toda prosa |
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| 01 de setembro de 2006 |
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| Franceses lêem EntreLivros |
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O perigo diante da invasão de línguas estrangeiras - especialmente o inglês -sobre a língua francesa é assunto que motiva, além de inúmeros debates, muitas publicações no mercado editorial francês - Combat pour le français [Combate pelo francês], de Claude Hagège, ou Le bon français [O bom francês], de Maurice Druon, são apenas dois exemplos.
Para alimentar essa discussão, o escritor Pierre Assouline, que escreve sobre livros no jornal Le Monde e já foi diretor da revista literária Lire, foi buscar informações deste lado do Atlântico, no texto "Estrangeirismos e a antropofagia brasileira", publicado na Biblioteca EntreLivros 4, sobre a história das línguas. Em seu blog, publicado pelo jornal Le Monde na internet, Assouline escreve: "Estudo publicado na revista brasileira EntreLivros sustenta que uma língua se enriquece com os empréstimos de outras e se encarrega de realizar uma seleção espontânea, portanto quase natural, entre o que vale ser assimilado para maior proveito da língua acolhedora e o que deve ser rejeitado, quando existir um termo apropriado, adequado e suficiente".
Assouline destaca a informação dada no texto do lingüista Carlos Alberto Faraco, colaborador de EntreLivros, de que o português passou de 40 mil palavras no século XVI para 400 mil no século XXI. "A importação-exportação é a condição de vida natural das línguas", analisa. E diz, como que para tranqüilizar seus conterrâneos: "Dessas 400 mil, contam-se apenas 3 mil palavras emprestadas do inglês".
Numa típica blague francesa, Assouline se diverte com os exemplos de palavras francesas que foram assimiladas pelo português - com ortografia adaptada: abajur, croquete, manicure, valise e restaurante. E mais ainda com aquelas que caíram em desuso, "mandados de volta a seu país de origem", como diz: saison, manière, divertissement. |
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