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Toda prosa |
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| 10 de abril de 2007 |
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| Harry Potter que se cuide |
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| Ilustrações de Pullman para sua trilogia |
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Se, hoje, para ser lido em grande escala um escritor precisa ter antes sua obra adaptada ao cinema, o inglês Philip Pullman deve se tornar em breve, e finalmente, o best seller que há muito tempo merece ser. Para um círculo de leitores e críticos, Pullman, com 51 anos e 20 livros, já podia ser tão popular quanto sua colega no gênero de fantasia, a escocesa J.K. Rowling, criadora da série Harry Potter – não são poucos os que consideram sua obra bastante superior à de Rowling.
Até o final do ano, chega aos cinemas a primeira parte da trilogia Fronteiras do universo, formada pelos livros A bússola dourada, A faca sutil e A luneta de âmbar, publicados no Brasil pela editora Objetiva, que prepara uma nova edição. Comparada a O senhor dos anéis, de J. R. R. Tolkien, a obra é, na verdade, inspirada em O paraíso perdido, de John Milton (1608-1674), como admite Pullman. A produção, que é hollywoodiana, tem no elenco Nicole Kidman e Daniel Craig, o James Bond. Pullman parece ter gostado da experiência – acaba de vender os direitos de The butterfly tattoo, um de seus primeiros livros, para uma produtora independente holandesa.
Enquanto Lyra, de Pullman, não desbanca Harry Potter, o sétimo e o último volume da série do bruxo tem lançamento mundial em 21 de julho. O título provisório é Harry Potter e as insígnias mortais, ainda sem data para chegar às livrarias brasileiras. Rowling adianta que, desta vez, Potter brigará como nunca. |
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