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Toda prosa |
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| 25 de julho de 2007 |
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| Impunidade na era Putin |
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© NATHAN HODGE |
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| Nazran, capital da Ingutchétia |
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Assassinada em outubro do ano passado, a jornalista russa Anna Politkovskaya deixou um diário com várias denúncias sobre o governo de Vladimir Putin. Nas anotações, a repórter do jornal Novaya Gazeta contava episódios como o que escutou em Nazran, capital da Ingutchétia, que faz fronteira com a Tchetchênia. Naquela cidade, Madina, de 24 anos, foi morta porque testemunhou soldados atirando em um jovem indefeso. Na conversa com o investigador do caso, Anna pergunta o que ele fará “quando tiver certeza de que as tropas federais foram as responsáveis” pela morte da garota inocente. Ao que o investigador responde:
“Nada. Ficarei quieto, como todo mundo. Como Putin venceu, ele tem o poder e isso significa que temos que ficar de cabeça baixa. Arquivarei o caso do assassinato de Madina. Seus pais irão chorar por algum tempo, mas depois se acalmarão. Eles são pessoas simples. Não vão começar a escrever para o Gabinete do Procurador-Geral. E mesmo que o façam, receberei agradecimentos por não ter investigado muito de perto’. A atitude de Artchakov é típica dos nossos tempos.” Um diário russo, de Anna Politkovskaya, pág. 127 (Rocco, 360 págs., R$ 43) |
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