Toda prosa
  
02 de julho de 2007
Livro bom não é livro morto
 
CONRAD MARTENS/REPRODUÇÃO
A viagem de Darwin, cuja obra vira biografia
Os livros são gestados no espírito de seus autores, vêm à luz no correr da pena, amadurecem ao atingir seus leitores, e perecem quando caem no esquecimento. Alguns, no entanto, conseguem adiar (até quando?) esse estágio derradeiro, e são esses exatamente os que merecem, em geral, uma mirada mais detida.

Ou seja, ao contrário dos seres humanos, cuja biografia (idealmente) só se escreve após o despacho do féretro, a “biografia” de um livro só deveria ser escrita caso este ainda respire, ou faça respirar.
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