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CONRAD MARTENS/REPRODUÇÃO |
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| A viagem de Darwin, cuja obra vira biografia |
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Os livros são gestados no espírito de seus autores, vêm à luz no correr da pena, amadurecem ao atingir seus leitores, e perecem quando caem no esquecimento. Alguns, no entanto, conseguem adiar (até quando?) esse estágio derradeiro, e são esses exatamente os que merecem, em geral, uma mirada mais detida.
Ou seja, ao contrário dos seres humanos, cuja biografia (idealmente) só se escreve após o despacho do féretro, a “biografia” de um livro só deveria ser escrita caso este ainda respire, ou faça respirar. |