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Toda prosa |
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| 01 de julho de 2006 |
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| Morrison, a melhor escritora americana (deu no NYT) |
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| Toni Morrison, autora daquele que foi considerado o melhor romance dos EUA em 25 anos |
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Os brasileiros parecem não saber disso, já que a edição em português está esgotada há mais de dez anos, mas o romance Amada (Beloved, no original), da escritora Toni Morrison, é o melhor livro americano de ficção dos últimos 25 anos. Isso mesmo, nada de Philip Roth ou John Updike: o jornal The New York Times contabilizou votos de 125 proeminentes escritores, críticos, editores e demais literatos e acabou por situar a obra de Morrison - um romance de estilo bastante conservador, que se passa no século XIX e trata da abolição da escravidão nos EUA - no topo do inusitado ranking.
Há quem denuncie a escolha como mais uma rendição ao "politicamente correto", destacando o fato de a autora ser mulher e negra. Contudo, não se pode dizer que tenha sido uma grande surpresa, pois a obra foi a que mais rapidamente se inseriu no cânone da literatura norte-americana no período, sendo adotada em escolas com status de clássico. Nesse sentido, um resultado mais antigo a avaliza: Morrison ganhou o Nobel de Literatura em 1993.
De um modo ou de outro, Roth e Updike também não ficaram tão esquecidos assim. Os quatro romances de Updike protagonizados pelo coelho Angstrom, e tomados como obra una, conseguiram o terceiro lugar da lista. Roth, por sua vez, foi um fenômeno: entre os 22 livros lembrados pelo júri, o americano é autor de sete, mas seus votos foram tão divididos entre as diversas obras que nenhuma conseguiu se colocar nas primeiras posições. Vale observar que, no total, Roth conta com 21 votos, enquanto Morrison obteve 15.
O que a pesquisa parece coroar, por fim, é uma geração muito específica de autores. Além desses três citados, destacam-se na pesquisa Don DeLillo e Cormac McCarthy, de modo que os cinco primeiros são nascidos em um intervalo de cinco anos - de 1931 (Morrison) a 1936 (DeLillo). Todos, diga-se, autores de obras que celebram alguma nostalgia e contam com a história para construir suas tramas.
A qualidade do júri pouco se pode criticar. Em meio à maioria de americanos que naturalmente o constituem, destacam- se os estrangeiros: entre eles, Harold Pinter, Ian McEwan, Carlos Fuentes e Mario Vargas Llosa. |
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