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Toda prosa |
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| 01 de maio de 2006 |
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| Naipaul, o acusador |
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| Naipaul, que critica os clássicos |
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Não mais a polidez dos elogios vazios. Basta da hipocrisia do "cada um tem as suas qualidades" ou a falsa modéstia do "somos todos igualmente bons". Ao menos para o escritor prêmio Nobel de literatura V.S. Naipaul, o tempo agora é de atirar pedras, derrubar gigantes, romper alicerces. Algumas de suas frases:
Thomas Hardy era "um escritor insuportável", que "não sabe como compor um parágrafo". Ernest Hemingway "estava tão ocupado em ser um americano, que sequer sabia onde estava". Charles Dickens era "repetitivo". Henry James, "o pior escritor do mundo".
Ler A abadia de Northanger, de Jane Austen, foi uma revelação. "No meio do livro eu pensei: aqui estou eu, um homem adulto lendo sobre essa terrível mulher insípida e sua assim chamada vida amorosa".
Novas declarações do trinitário Naipaul, em entrevista à Literary Review, que vêm a se somar a outras de cinco anos atrás. "James Joyce estava ficando cego e eu não consigo entender o trabalho de um escritor cego". Contra E.M. Forster, a crítica era mais pessoal: "Forster era um predador sexual", tendo vivido na Índia "apenas para seduzir jovens jardineiros".
Se há algum escritor realmente apreciável? Bom, por ora não convém revelá-lo a esses mal-agradecidos. "A Inglaterra não apreciou ou reconheceu o trabalho que eu fiz", disse Naipaul, antes de se retirar para o recinto onde sua estatueta do Nobel resta junto ao seu Booker Prize. |
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