Toda prosa
  
01 de junho de 2006
No Sul, uma escola para diplomar escritores
 
É possível um curso formar um escritor? As universidades americanas há muito tempo acreditam que sim. As primeiras classes de creative writing (escrita criativa) foram oferecidas na Universidade Harvard nos anos 1880. Ícones da literatura dos EUA como John Gardner (1933- 1982) e Joyce Carol Oates (1938-) foram alguns dos professores dessa disciplina. No Brasil, cursos livres também se propunham a ensinar a escrita de ficção.

Agora a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), de São Leopoldo (RS), decidiu estender a experiência ao nível superior. Lança um curso de graduação para a formação de escritores e agentes literários a partir de julho, tendo como parceira a Academia Brasileira de Letras (ABL). Questionado, o coordenador do curso, o poeta Fabrício Carpinejar, diz considerá-lo oportuno, não oportunista. "Temos [no RS] uma Feira do Livro de Porto Alegre que está na 52ª edição, trabalhos permanentes de visitas de autores nas escolas pelo Estado, uma Jornada de Passo Fundo, duas gerações de autores atuantes e premiados e editoras consolidadas.

O curso é uma conseqüência do excesso de saúde", diz. O programa, de dois anos e meio, deve abordar assuntos como a escrita criativa nos vários gêneros de textos, os processos das editoras e agências de autores, além de estudo dos clássicos da literatura. Entre os professores, nomes como João Gilberto Noll, Luiz Ruffato, Moacyr Scliar, Armindo Trevisan e Cíntia Moscovich. O processo seletivo será realizado entre os dias 24 e 27 de junho e as inscrições vão até o dia 21. Outras informações: www.unisinos.br