Toda prosa
  
01 de abril de 2006
O ateísmo de C.S. Lewis
 
Um dos máximos intérpretes do cristianismo, C.S. Lewis foi ateu. Mas apenas por um período de 15 anos, iniciado na adolescência e pesquisado com precisão pelo inglês David Downing. O biógrafo encontra-lhe a redenção:

"Um exame cuidadoso dos primeiros anos de Lewis revela que ele não se tornou um defensor eficaz da fé apesar de tê-la abjurado por tantos anos. Ao contrário, seus livros cristãos são pungentes justamente por causa desse fato. Ele professou o ateísmo; sentiu a força de seus argumentos em suas veias. Conheceu a ilusão do oculto; de fato, escreveu que, se a pessoa errada tivesse aparecido durante sua adolescência, ele poderia ter acabado como um feiticeiro ou um lunático. Foi treinado filosoficamente no idealismo, que sustenta a hipótese de que algum Absoluto desconhecido está por trás do véu das aparências. Ele próprio ponderou todas essas visões de mundo e, posteriormente, considerou-as insuficientes. Sendo assim, quando esse \\'convertido relutante\\' finalmente enfrentou o sentido de seu comprometimento cristão, entregou-se de coração, corpo e alma".