Popol Vuh é um longo poema maia, raro documento que sobreviveu à invasão espanhola e ao processo de colonização. Traz uma versão inusitada da criação do mundo e serviu como fonte de inspiração para muitos escritores latino-americanos, que encontraram no poema uma alternativa aos mitos ocidentais de fundação. A EntreLivros deste mês traz reportagem sobre a recém-lançada edição brasileira do livro, que sai pela Iluminuras. Aqui você pode conferir trecho sobre a criação dos homens de milho:
“E este é o começo da invenção do homem E da procura do que iria dentro do corpo do homem. Então falaram Alom E Qahololm, Aquele que era Tzakol E Bitol, Tepev E Quq Kumatz, como são chamados: ´O amanhecer já começou; A criação já foi feita, E há claramente um nutridor aparecendo, Um sustentador, Nascido da luz, Engendrado pela luz. O homem já apareceu, A população da superfície da Terra´, eles disseram. E foi tudo reunido e veio E foi, a sabedoria deles, Na escuridão, No tempo escuro, Enquanto eles criavam coisas E dissolviam coisas. Eles pensaram; E meditaram lá E assim veio sua sabedoria diretamente, brilhante E clara. Eles encontraram E preservaram O que veio a ser O corpo do homem. Isso foi apenas um pouco mais tarde, Não tinha ainda aparecido O Sol, A Lua E as Estrelas Sobre as cabeças De Tzakol E Bitol
De Paxil De Kayal A (A Água Amarga), como era chamada, De lá vieram então espigas de milho amarelo E espigas de milho branco |