Toda prosa
  
04 de setembro de 2007
O eterno poema maia
 
Popol Vuh é um longo poema maia, raro documento que sobreviveu à invasão espanhola e ao processo de colonização. Traz uma versão inusitada da criação do mundo e serviu como fonte de inspiração para muitos escritores latino-americanos, que encontraram no poema uma alternativa aos mitos ocidentais de fundação. A EntreLivros deste mês traz reportagem sobre a recém-lançada edição brasileira do livro, que sai pela Iluminuras. Aqui você pode conferir trecho sobre a criação dos homens de milho:

“E este é o começo da invenção do homem
E da procura do que iria dentro do corpo do homem.
Então falaram Alom
E Qahololm,
Aquele que era Tzakol
E Bitol,
Tepev
E Quq Kumatz, como são chamados:
´O amanhecer já começou;
A criação já foi feita,
E há claramente um nutridor aparecendo,
Um sustentador,
Nascido da luz,
Engendrado pela luz.
O homem já apareceu,
A população da superfície da Terra´, eles disseram.
E foi tudo reunido e veio
E foi, a sabedoria deles,
Na escuridão,
No tempo escuro,
Enquanto eles criavam coisas
E dissolviam coisas.
Eles pensaram;
E meditaram lá
E assim veio sua sabedoria diretamente, brilhante
E clara.
Eles encontraram
E preservaram
O que veio a ser
O corpo do homem.
Isso foi apenas um pouco mais tarde,
Não tinha ainda aparecido
O Sol,
A Lua
E as Estrelas
Sobre as cabeças
De Tzakol
E Bitol

De Paxil
De Kayal A (A Água Amarga), como era chamada,
De lá vieram então espigas de milho amarelo
E espigas de milho branco
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