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Toda prosa |
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| 01 de dezembro de 2006 |
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| O papagaio de Shakespeare |
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| Shakespeare, "devorado" por Verissimo |
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Vários são os caminhos que levam a Shakespeare. As montagens são a via principal, mas há outras veredas. Para quem se vira no inglês elizabetano, os originais são insubstituíveis. De qualquer maneira, há no Brasil traduções competentes da obra do bardo de Stratford-upon-Avon. Para os que preferem começar por um atalho, o mais recomendável é a leitura de Contos de Shakespeare, adaptações das peças para o formato de conto, por Charles e Mary Lamb, traduzidas por Mario Quintana.
Agora, o leitor tem à disposição uma nova porta de entrada ao universo do dramaturgo: a versão atualizada e abrasileirada de seus principais enredos, de acordo com o espírito da coleção da editora Objetiva chamada antropofagicamente de "devorando Shakespeare". No segundo livro da série, Luis Fernando Verissimo transforma Noite de reis em A décima segunda noite (R$ 28,90, 152 págs.).
É uma comédia baseada na troca de identidades. Uma mulher, Viola, tinha um irmão gêmeo idêntico, que pensava estar morto. Ela se apaixona por um duque, a quem serve disfarçada de homem. A condessa por quem o duque morre de amores fica caído por Viola, pensando que ela é homem. Aí entra o tal irmão, e tudo se resolve: ele casa com a condessa e Viola, com a identidade real revelada, casa com o duque.
Com Veríssimo, a história é narrada por um papagaio. "Dizem que Shakespeare lia suas comédias com voz de papagaio para seus atores, que nunca entendiam o que ele escrevia", explica ele. "Só assim eles sabiam que não era tragédia." |
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