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Toda prosa |
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| 01 de novembro de 2006 |
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| Orgia erudita, em grego e latim |
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Priapo é o deus da fecundidade. É um deus itifálico, "vale dizer, nume representado ou presumido em estado de permanente ereção". Seu culto gerou um conjunto de poemas anônimos em grego e latim, agora traduzidos. No prólogo, o tradutor João Angelo Oliva Neto adverte o leitor incauto e a leitora recatada: os poemas são jocosamente obscenos. E explica o contexto:
"A figura de Priapo originou-se das imagens fálicas diante das quais se desenvolviam as orgias dionisíacas. Nas festividades de Dioniso, ocorria a falofória, procissão em que um enorme falo era transportado pelo falófaro, sacerdote que \\'porta o falo\\'. [...] Ainda no período helenístico, entre os séculos III e II aC, a imagem de Priapo deixa de ser exclusividade do espaço público e ingressa no jardim. Tal ingresso, que altera radicalmente o caráter do deus, apóia-se em dois fatores que se superpõem: a valorização do jardim nas escolas filosóficas e a provável influência desse hábito no espaço doméstico das elites, nas suas propriedades agrárias e, por imitação, nas pequenas propriedades das classes inferiores."
Falo no jardim, tradução de João Angelo Oliva Neto, págs. 16 e 19 (Ateliê e Unicamp, 432 págs., R$ 90). |
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