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Toda prosa |
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| 01 de abril de 2005 |
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| Oxumarê abre o céu (e a cabeça dos jovens) |
| Reginaldo Prandi reúne relatos fantásticos de orixás e conduz o leitor por uma densa floresta de nomes sonoros, como Nanãs, Obás e Ibejis. As ilustrações são de Pedro Rafael. |
| por Pedro E. Urban |
Religiões afro-brasileiras costumam despertar reações antagônicas. De um lado, são vistas com preconceito por seguidores de crenças monoteístas. No extremo oposto, geram exaltação irracional entre os que atribuem poderes excepcionais a seus deuses. Há, ainda, os que delas se aproximam com indisfarçável condescendência, considerando-as aceitáveis apenas por integrarem um folclore indissociável da cultura brasileira.
O que há em comum nessas perspectivas diferentes é a ignorância sobre o assunto, mesmo entre adeptos. Afinal, ao contrário do catolicismo e das correntes evangélicas, é limitado o material de divulgação do candomblé. Além disso, as religiões de origem africana raramente são objeto do currículo escolar. Mesmo a pedagogia mais moderna, que privilegia o aprendizado da diversidade e aborda manifestações da espiritualidade de um ponto de vista laico, não contempla o tema de forma metódica e consistente.
essa lacuna que Oxumarê, o Arco-íris vem preencher. O autor, Reginaldo Prandi, professor de sociologia da Universidade de São Paulo, tem toda a autoridade para escrever sobre Oxumarê ou qualquer outro orixá: é dele o elogiado Mitologia dos Orixás, publicado em 2001. Nesse trabalho, Prandi identificou mais de 300 mitos, sendo que cerca de 40 histórias foram colhidas por ele próprio a partir de relatos orais. No livro, ele optou por registrar as versões mais antigas. |
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