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Toda prosa |
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| 01 de agosto de 2005 |
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| Pajelança de Zélia Gattai rende história em livro |
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Zélia Gattai, 89, pôs o ponto final em mais um livro. Para concluí-lo, teve de se afastar temporariamente da mesa de bilhar que ganhou dos filhos. Vacina de sapo deve chegar às livrarias no fim do ano. O título faz alusão a um tratamento indígena. Preocupada com a saúde do marido, Jorge Amado (1912-2001), que desenvolvera uma doença na retina que o impedia de ler e escrever, Zélia pediu ajuda a um cacique. Receosa dos efeitos do medicamento, porém, ofereceu- se como cobaia, recebendo aplicações de baba de sapo. A pajelança rendeu-lhe um desmaio e uma história. "É um livro que me fez rir e me fez chorar", disse a EntreLivros, durante o intervalo da novela das seis, em seu apartamento no bairro de Brotas, em Salvador.
Zélia mudou-se para lá após o início das obras na velha casa de número 33 da rua Alagoinhas, endereço do casal por cinco décadas. A casa do Rio Vermelho, em cujo jardim foram enterradas as cinzas do escritor, está sendo preparada para se tornar, até o final do ano, um memorial aberto para visitas. |
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