Feitiço da vila, Fita amarela, Com que roupa em vou?, Feitio de oração, Palpite infeliz, Pra que mentir?, Três apitos, Último desejo, Conversa de botequim. As canções, que integram a trilha sonora do Brasil, são apenas algumas obras-primas de Noel Rosa. A lista é extensa. Ter composto tantas músicas que 80 anos mais tarde continuam soando contemporâneas seria motivo suficiente para que seu autor fosse objeto da atenção do mercado editorial.
Não é o único motivo. Noel Rosa (1910- 1927) talvez tenha sido o maior renovador da música brasileira. Ele simplificou o samba, fazendo letras coloquiais sobre melodias eficientes apoiadas em harmonias sofisticadas. Ou seja, Noel Rosa modernizou a música popular, abrindo caminho para que ela se tornasse a mais bem-sucedida expressão artística do Brasil.
A história do Poeta da Vila está contada em Noel Rosa - uma biografia, do jornalista João Máximo e do músico Carlos Didier. Publicado em 1990 e bem recebido pela crítica especializada e pelo público, o livro teve sua edição esgotada e hoje é artigo raro até em sebos. Uma série de desentendimentos contratuais impede a obra de voltar às livrarias. Uma eventual nova edição poderia, com proveito para o leitor, mudar o inadequado visual de almanaque. |