Toda prosa
  
01 de junho de 2005
Palpite feliz?
 
Feitiço da vila, Fita amarela, Com que roupa em vou?, Feitio de oração, Palpite infeliz, Pra que mentir?, Três apitos, Último desejo, Conversa de botequim. As canções, que integram a trilha sonora do Brasil, são apenas algumas obras-primas de Noel Rosa. A lista é extensa. Ter composto tantas músicas que 80 anos mais tarde continuam soando contemporâneas seria motivo suficiente para que seu autor fosse objeto da atenção do mercado editorial.

Não é o único motivo. Noel Rosa (1910- 1927) talvez tenha sido o maior renovador da música brasileira. Ele simplificou o samba, fazendo letras coloquiais sobre melodias eficientes apoiadas em harmonias sofisticadas. Ou seja, Noel Rosa modernizou a música popular, abrindo caminho para que ela se tornasse a mais bem-sucedida expressão artística do Brasil.

A história do Poeta da Vila está contada em Noel Rosa - uma biografia, do jornalista João Máximo e do músico Carlos Didier. Publicado em 1990 e bem recebido pela crítica especializada e pelo público, o livro teve sua edição esgotada e hoje é artigo raro até em sebos. Uma série de desentendimentos contratuais impede a obra de voltar às livrarias. Uma eventual nova edição poderia, com proveito para o leitor, mudar o inadequado visual de almanaque.
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