Toda prosa
01 de março de 2006
Quando o samba é a identidade
 
Detalhe da tela Dança, de Heitor dos Prazeres
Almanaque do samba, do historiador André Diniz traz, como indica o subtítulo "A história do samba, o que ouvir, o que ler, onde curtir". Entre as várias informações sobre esse gênero musical, cita esta aqui, recuperada de um livro sobre música brasileira, para dar conta da importância do samba no Brasil na década de 1940:

"Em 1944, o Brasil enviou sua força expedicionária (FEB), um contingente de 25 mil homens, a monte Castelo, na Itália. Em uma daquelas noites tenebrosas, na volta de uma patrulha, um nervoso soldado virou para o sentinela e disse: 'Esqueci a senha. Mas sou brasileiro, não está vendo?' Então o sentinela, engatilhando a arma, ordenou: 'É brasileiro? Canta um samba.' E o expedicionário cantou, de pronto, um samba de Ataulfo Alves e Mário Lago: 'Covarde sei que podem me chamar/ porque não guardo no peito essa dor/ atire a primeira pedra ai ai ai/ aquele que não sofreu por amor...,' livrando sua pele."

Almanaque do samba,de André Diniz; pág. 129