Toda prosa
  
03 de outubro de 2007
Que mistérios tem Agatha
 
DIVULGAÇÃO
Agatha Christie; nova biografia esmiúça mistérios da vida da autora
A escritora britânica Agatha Christie (1890-1972) criou enredos com a mesma velocidade com que solucionou mistérios – foram mais de 70 romances (sem contar as peças de teatro e outros escritos) cujo sucesso notável lhe valeu o título de autor de livros com os melhores índices de vendagem da história (1 bilhão de cópias em inglês e 1 bilhão de cópias em outras 103 línguas, por enquanto). Somente a Bíblia consegue ultrapassá-la.

A rainha do crime, contudo, partiu do mundo dos enigmas solucionáveis deixando para trás dois mistérios que até hoje intrigam os que se debruçam sobre sua vida e obra. O primeiro, o período que permaneceu desaparecida no ano de 1926. O segundo, a imensa popularidade de seus livros.

Quanto àquele, há várias especulações: um colapso nervoso (segundo justificou a escritora), um golpe de publicidade, um momento de desespero provocado pelo iminente abandono do marido. Quanto ao outro, talvez seja melhor calar, ou esperar; esperar pela volta de Agatha Christie (ou de Hercule Poirot ou de Miss Marple) para desvendá-lo. Aos impacientes, uma solução é recorrer à mais nova biografia da autora, Agatha Christie: an English mistery, de Laura Thompson, que acaba de sair pela Headline Review. Não é a primeira vez que a autora de O assassinato de Roger Ackroyd tem sua vida repassada. Há 30 anos, ela mesma fez sua autobiografia. Nos anos 80, Janet Morgan lançou uma biografia. A nova, de Laura Thompson, é apresentada como resultado de uma “grande investigação” – no mínimo, é a que mais esmiúça a vida da biografada.