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Toda prosa |
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| 01 de novembro de 2005 |
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| Sexo, drogas, rock & Bowie |
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| David Bowie, em Nova York |
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A entrevista que o jornalista Tony Parsons fez com David Bowie em 1993, incluída em livro agora traduzido para o português, segue o modelo tradicional: sexo, drogas & rock´n´roll. Como muitos artistas de sua geração, que estavam no auge nos anos 70, Bowie se envolveu com drogas. "A cocaína é um companheiro maligno", disse. "Se você quiser perder todos os seus amigos, é a droga de que precisa." Quando estava ruindo, passava dias trabalhando numa mesma música, reescrevendo as primeiras linhas. Não era obsessão com qualidade, era punding, como os ingleses chamam a repetição compulsiva e sem motivo de uma atividade em decorrência do uso de drogas. Sobre sexo, Bowie contou que deixara de se considerar gay ou bissexual, o que nos anos 70 ele associava à sua imagem. Ao contrário das drogas, não condenou o próprio passado. "Ninguém deveria supor que decidi que ser heterossexual é certo e gay, errado." Quanto ao rock, admitiu não estar preparado para o sucesso de Let´s dance. "Eu tinha me acostumado a ser um artista cult. Foi quando me senti confortável. Então, de repente, estar na televisão o tempo todo ... me desequilibrou. O sucesso não podia ter vindo em pior hora", afirmou o cantor, que na época ainda lutava contra as drogas.
Disparos do front da cultura pop, de Tony Parsons; págs. 99 a 111 |
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