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Toda prosa |
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| 05 de outubro de 2007 |
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| Site de não-ficção vira coqueluche na França |
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| por Izabela Moi |
O recém-lançado site nonfiction.fr transformou-se rapidamente na nova coqueluche literária francesa. Com projeto anunciado em quase todos os jornais e revistas há pelo menos dois meses, o site se auto-define como “o portal de livros e idéias”. Entre os sócios-fundadores do site estão um ex-executivo da Accenture, o diretor-geral do site Allo-Ciné, o ex-diretor jurídico do Wikipédia e o diretor-geral da companhia de telefonia móvel Orange. Quem cuida de seu marketing, por exemplo, é o fundador da revista “Courrier International”. Capital inicial, 150 mil euros. Colunistas fixos, 300, na França e ao redor do mundo. O editor: Frédéric Martel, autor de um dos best-sellers de 2006, “De la culture en Amérique” (Gallimard).
O nonfiction.fr se auto-define como inspirado no New York Times Book Review, mas com duas mudanças radicais: seu universo são exclusivamente os lançamentos de obra de não-ficção, como o próprio nome diz, e esses livros não precisam ter sido necessariamente lançados em francês (o site tem correspondentes no Marrocos, Canada, Estados Unidos, Italia, Reino Unido, Ucrânia, India, Argentina, Espanha, Romênia, Israel; por enquanto, segundo eles mesmos afirmam).
Em seu editorial de lançamento, no dia 1º de outubro, o site diz almejar mais: além de fonte dessa porção da produção intelectual - ensaios, biografias e afins -, quer também se tornar espaço para um jornalismo mais pensante, e também para que pesquisadores, críticos e outros intelectuais possam (re)agir pela palavra. A preocupação é também confrontar a produção em ciências humanas francesa com a do resto do mundo – para arejar, uma a outra. São 38 polos temáticos para publicação de resenhas de livros, entre eles globalização, meio ambiente, comunicação, filosofia, ciência e educação. |
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