Toda prosa
  
01 de fevereiro de 2006
Sorvete no verão, refresco ilusório
 
Em 1935, quando Albert Einstein entrou pela primeira vez em sua cozinha, viu um fogão e nele um incrível equipamento capaz de transformar a energia química do carvão e do gás em energia térmica e para transportar essa energia térmica para uma galinha. Inspirado nessa cena, o professor emérito em química na Universidade de Pittsburgh, Robert L. Wolke, dedica-se a explicar fenômenos químicos na cozinha. Exemplo: por que tomar sorvete num dia quente não ajuda a esfriar a temperatura do corpo.

"Somos criaturas de sangue quente, com termostatos ajustados para 36,5°, e comer alguma coisa fria não pode alterar isso. Pôr sorvete na boca serve apenas para esfriar a boca", explica.

"Um cubo de gelo de 2,5 cm, com 18° negativos ao se derreter na nossa boca absorveria somente 1,3 caloria. Distribuída por todo o corpo, essa perda de calor faria a temperatura de uma pessoa de aproximadamente 70 kg baixar apenas 0,004º."

O que Einstein disse a seu cozinheiro 2 - mais ciência na cozinha, de Robert L. Wolke; pág. 59 e 60