Toda prosa
  
01 de junho de 2006
Uma noiva para dom Pedro I
 
Na litogravura do século XIX, d. Amélia, que se tornou imperatriz do Brasil
Caldeira Brant, então visconde de Barbacena, tinha uma missão especial durante a viagem que fez à Áustria, em 1827. A pedido de dom Pedro I, foi encarregado de encontrar uma noiva para o imperador. A pretendente deveria, por seu “nascimento”, “formosura”, “virtudes” e “instrução”, trazer felicidade ao marido e ao Império. As buscas frustradas por tal moça já eram motivo de piada na Europa, quando Barbacena ouvir falar da princesa Amélia Eugênia Napoleona de Leuchtenberg. Logo informou dom Pedro sobre o achado e em pouco tempo o casamento foi acertado. Sobre o episódio, relata Isabel Lustosa:

“Antonio Teles, que tinha mais intimidade com d. Pedro, perguntava-lhe por carta: ‘Que fará o nosso amo na primeira, na segunda e em mil e uma noites?’ (...). O casamento foi rapidamente arranjado, e o marquês de Barbacena, com sua comitiva, a princesa Amélia e seu irmão Augusto, de dezenove anos, viajaram por terra de Munique até o litoral da Bélgica, de lá seguiram para a Inglaterra, onde embarcou d. Maria da Glória (...) e aportaram no Rio de Janeiro no dia 16 de outubro de 1829. Consta que d. Pedro, ao ver a noiva, tombou desmaiado. Ela correspondia perfeitamente aos relatos que lhe tinham feito vários de seus emissários”

Perfis brasileiros – D. Pedro I, de Isabel Lustosa; pág. 285