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Toda prosa |
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| 01 de maio de 2006 |
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| Violência no país, de fato e de ficção |
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A visão das vítimas, dos algozes (quando um e outro são diferenciáveis), de especialistas, de observadores pouco implicados. Neste ano, na esteira do já aclamado Falcão -meninos do tráfico, de MV Bill e Celso Athayde, outros tantos lançamentos colocam a violência em questão.
Pela Objetiva, lado a lado com a visão dos adolescentes de favelas açodados pelo tráfico - protagonistas de Falcão -, ganha espaço também a perspectiva dos policiais, elementos indissociáveis dessa paisagem. Em A elite da tropa, quem toma a voz são os ex-policiais Rodrigo Pimentel e André Batista, em co-autoria com o ex-secretário de segurança pública Luiz Eduardo Soares.
A abordagem mais sociológica fica por conta da Civilização Brasileira, que publica o livro Prevenção da violência. Na obra, organizada pelo cientista político João Trajano Sento-Sé, o foco é a tentativa de diminuir as condições pré-estabelecidas para que o crime ocorra, em detrimento de ações de combate direto à violência, como a prisão simples do criminoso.
Pela Geração Editorial, por fim, a vez é da ficção. Contos cruéis, antologia organizada pelo professor Rinaldo de Fernandes, reúne 47 dos melhores autores da literatura brasileira (incluindo Rubem Fonseca, Ivan Ângelo e Lygia Fagundes Telles), resultando num imaginoso, mas por vezes bastante preciso e verossímil, panorama da violência no país. |
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