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Toda prosa |
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| 21 de maio de 2007 |
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| Woolf, os cães e Londres |
| Após o longo período que se dedicou ao complexo As ondas, a escritora decidiu escrever como teria visto a sociedade londrina do final do século XIX |
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| Woolf, que, após As horas, foi redescoberta pelo público brasileiro |
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Virginia Woolf (1882-1941) ressurgiu para um público maior no Brasil depois do filme As horas, de Stephen Daldry, baseado, curiosamente, não num livro dela, mas sobre ela, e escrito pelo americano Michael Cunningham. Reedições de Mrs. Dalloway, na tradução de Mario Quintana, e de Orlando, na de Cecilia Meireles, saíram, então, pela Nova Fronteira a partir de 2004. Depois, a Cosac Naify publicou Contos completos, e, recentemente, a José Olympio lançou a coletânea Cenas londrinas, que reúne seis crônicas da mais famosa integrante do chamado Grupo de Bloomsbury, uma delas só descoberta em 2005 na Universidade de Sussex. Ainda estão esgotadas, porém, duas obras fundamentais: As ondas e Passeio ao farol.
A densa Woolf, de vida atormentada, teve também seus dias de escrita divertida. Após o longo período que se dedicou ao complexo As ondas, decidiu escrever como teria visto a sociedade londrina do final do século XIX o cão Flush, que existiu de fato e era mencionado na correspondência entre os poetas Robert Browning e Elizabeth Barrett. E foi assim que resultou o livro Flush, disponível para os leitores brasileiros numa edição da L&PM de 2004. Na época, a obra teve um imprevisto sucesso de público, talvez menos pela própria Woolf e mais pela paixão que cães despertam. (Agora, por exemplo, quem lidera as listas de mais vendidos é Marley e eu - vida e amor ao lado do pior cão do mundo, de John Grogan.)
A literatura produziu boas histórias sobre cães, algumas vezes tendo-os como narradores. No caso de Londres, a lista de livros que descrevem a cidade é ainda maior, mesmo se a seleção se restringir apenas aos de ficção. Abaixo, dez obras com cães e Londres. |
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