Reportagem
edição 5 - Setembro 2005
Haicai, a insustentável leveza do zen
por Denise Góes
SUELY SHIBA
Caminhão se vai - De uma nuvem de fumaça Uma borboleta Edson Kenji Iura
Parece fácil e simples. Uma brincadeira. Três versos sem rima que retratam um instante. Uma fotografia escrita de um momento, de um lugar. Apenas três versos, mas que em poucas palavras devem dizer o suficiente.

Quase todo aspirante a poeta, certamente, já tentou um dia fazer um haicai, aqueles poemas curtos japoneses. A aparente simplicidade, porém, camufla a dificuldade. Peça a um poeta que escreva um haicai, assim, na hora. Se ele entende do assunto provavelmente vai se negar.

A origem do haicai é o Japão. Contudo, o pequeno poema japonês ganhou o mundo e alcançou o Brasil. O interesse pelo haicai, dentro e fora da comunidade japonesa, leva poetas como Alice Ruiz e Cláudio Daniel a oferecerem oficinas onde tentam ensinar a essência poética e um pouco de sua história. Também é grande o número de pessoas que se reúne por meio de associações para estudar e fazer haicais em sua forma mais tradicional. É o caso do Grêmio Haicai Ypê, que organiza reuniões e encontros em São Paulo.

O haicai, assim como outras formas de poesia - por exemplo, o soneto -, tem regras. No Brasil, ao longo dos anos, ganhou algumas variações. Em sua forma tradicional, o haicai japonês é um poema composto de 17 sílabas distribuídas em três versos. O primeiro deve conter cinco sílabas, o segundo sete e o terceiro, novamente, cinco. O haicai não tem rima nem título. A referência à natureza está sempre presente no uso de uma palavra, o termo de estação, chamada kigô em japonês, que remete às estações do ano. Aqui, apesar da indefinição ou das diferenças territoriais que marcam as estações, muitos haicaístas brasileiros mantêm o uso do kigô. Há haicais para cada estação do ano.
SUELY SHIBA
Uma idéia, muitas formas
Matsuo Bashô, mestre japonês do século XVII, em seus diários de viagem divulgou e tornou conhecida a arte do haicai, ou haikai. Essa não foi, contudo, a primeira forma poética do Japão. Antes disso, ainda nos séculos X e XI, os poemas longos, chamados naga-uta, e os poemas curtos, os tanka, eram as mais populares. De acordo com o professor de teoria da literatura e literatura portuguesa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e editor Paulo Franchetti, no livro Haicai, antologia e história, da Editora Unicamp, os naga-uta alternavam versos de cinco e sete sílabas sem limite fixo e terminavam com um dístico de sete sílabas.

Os naga-uta deram lugar ao tanka, que passou a ser a composição poética clássica japonesa. O tanka era formado por 31 sílabas, um terceto de cinco, sete e cinco sílabas seguido por um dístico de sete sílabas. Ao primeiro terceto era dado o nome de hokku, e ao dístico, de wakiku. Até o século XVI essa era a forma mais conhecida e divulgada.

Segundo Franchetti, no tanka era raro o nexo lógico entre as estrofes. Até dois poetas participavam da sua composição, um criando o terceto e outro, as duas últimas linhas.

Dessa prática surgiram os poemas encadeados, chamados de renga. Eram feitos de improviso, por grupos de poetas, em geral num ambiente aristocrático. Também apareceram as primeiras regras para a elaboração do poema. O primeiro terceto, ainda chamado de hokku, deveria manter as 17 sílabas distribuídas em cinco no primeiro verso; sete, no segundo; e cinco no terceiro. É nesse momento, ainda, que a referência às estações do ano começam a aparecer e surge o termo da estação, ou kigô.
SUELY SHIBA
Sol do meio-dia embaixo da folhinha a formiga Ricardo Silvestrin
Ao deixar o ambiente palaciano, o renga fica mais informal, com toques de humor e passa a chamar-se haikai-renga, versos ligados e divertidos, ganhando popularidade nos centros urbanos. Aparecem as escolas, rivais entre si: Teimon e Danrin. A Teimon procurava evitar o humor e a vulgaridade em suas composições. A Danrin, mais popular, usava uma linguagem mais coloquial. Bashô pertenceu a essa escola.

Com o tempo, o hokku, ou terceto inicial do renga, começa a ser feito separadamente e fica conhecido como haicai, escritos em diários de viagem, os haibun, e em quadros. De acordo com Franchetti, só com Bashô o haicai incorpora um caminho de vida, um michi, um dô. Isto é, uma forma de ver e viver o mundo. E é assim que ganha autonomia do renga. Buson e Issa são os outros dois mestres do haicai. No final do século XIX e início do XX, um outro mestre, Shiki, publica haicais em revistas e jornais e cria o termo haiku para designar os tercetos. Haiku é o resultado da aglutinação de haikai com hokku: Haikai + hokku. No Brasil, assim como em todo Ocidente, haikai e haiku são sinônimos.


O haicai registra a imagem, o instante. Fala de coisas concretas e exprime o momento presente. Muitos o associam a uma prática zen, um caminho espiritual, uma atitude de vida. Por isso, o "eu" não pode aparecer, diz a poeta Alice Ruiz. Um dos principais nomes do haicai brasileiro, é autora de Navalhanaliga e Yuuka. Traduziu, com o poeta Paulo Leminski, os principais autores tradicionais japoneses e ajudou na popularização do gênero no Brasil. O haicai não envolve sentimento, apenas sugere. Não opina, apenas mostra. É um flash do cotidiano. Para o poeta gaúcho Ricardo Silvestrin, autor de Bashô um santo em mim, por meio de "elementos concretos, as palavras, o haicai revela algo abstrato, o haimi". É o sabor do haicai, nas palavras de Alice Ruiz: "Apesar das várias regras, tem uma coisa intangível, da sensibilidade, que não tem como medir, que a gente chama de haimi, o sabor do haicai."

No plano lingüístico, é comum o uso da aliteração, de onomatopéias e jogos de palavras. De acordo com Masuda Goga, um dos mestres e fundadores do Grêmio Haicai Ypê, no Brasil, um haicai, além da simplicidade, deve evitar o excesso de termos poéticos e recorrer a palavras de fácil compreensão.
SUELY SHIBA
No Japão, o haicai ganhou popularidade a partir da segunda metade do século XVII, com Matsuo Bashô (1644-1694). Bashô nasceu em Ueno e como membro de uma família de samurais teve uma educação apurada. Estudou poesia e filosofia, além das artes marciais. Ainda na juventude, optou por uma vida mais simples, e passou a viajar pelo Japão, registrando em diários suas impressões de viagem e seus haicais. Bashô não inventou o haicai, mas deu a ele um sentido, uma forma de ver o mundo, um exercício espiritual.

Para o professor de teoria da literatura e literatura portuguesa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), diretor da Editora Unicamp e um dos autores do livro Haicai, antologia e história, Paulo Franchetti, a importância de Bashô está no "reconhecimento da espontaneidade, da intuição e do aperfeiçoamento espiritual como as fontes da poesia". E cita uma das lições básicas deixadas pelo mestre japonês: "O que diz respeito ao pinheiro, aprenda do pinheiro; o que diz respeito ao bambu, aprenda do bambu".

Depois de Bashô, outros três poetas japoneses se destacaram no haicai. Taniguchi Buson, que além de poeta era artista plástico, viveu no século XVIII e escrevia haicais em suas telas ao lado de imagens de nuvens, montanhas e lagos. Kobayashi Issa, já no século XIX, foi outro popular haicaísta. De uma família mais simples, a poesia de Issa é povoada de animais, flores, crianças e insetos. Por fim, para fechar o quadro dos quatro grandes mestres, aparece Masaoka Shiki, considerado o restaurador do haicai nos tempos modernos. Segundo Cláudio Daniel, Shiki foi o responsável pela forma do haicai como é conhecido hoje, o terceto de 17 sílabas. Também deu uma forma mais literária ao poema.

Para o jornalista, escritor e autor de haicais paranaense Domingos Pellegrini Jr., o haicai está para o Oriente como o soneto está para o Ocidente. "Na verdade", diz ele, "o soneto corresponde a dois quartetos e dois tercetos, representando a quadradeza ocidental. E o haicai com seus três versos representa a redondice oriental. A penetração do haicai no Ocidente e do soneto no Oriente foi um dos tantos indícios precursores da globalização, que faz o Ocidente se arredondar e o Oriente se enquadrar".
Nesse longo caminho do Oriente para o Ocidente, o haicai popularizou-se e ainda no início do século XX ganhou admiradores como o poeta americano Ezra Pound e o mexicano José Juan Tablada. Para Franchetti, a influência de Pound nos poetas concretistas brasileiros foi incalculável. Foi por meio dele, analisa, que os concretistas, na década de 50, tomaram contato com a poesia e escritas chinesa e japonesa - apesar de os três principais nomes da poesia concreta brasileira, os irmãos Haroldo e Augusto de Campos e Décio Pignatari não terem se dedicado à produção de haicais, mas sim à reflexão sobre o uso dos ideogramas.

Uma idéia, muitas formas
Apesar das diferenças lingüísticas e culturais, muitos poetas se dedicaram à tradução dos mais famosos haicais para o português. Alguns traduzindo do inglês, outros, direto do japonês. As traduções mais conhecidas são dos poetas concretistas Haroldo e Augusto de Campos, Paulo Leminski, Olga Savary, Alice Ruiz, Paulo Franchetti e Elza Dói - que, com Luiz Dantas, escreveu Haicai, antologia e história, pela Editora Unicamp.

Para alguns escritores, é muito difícil verter os haicais dos mestres japoneses para o português. O poeta gaúcho Ricardo Silvestrin diz que é impossível traduzir o sabor da língua, a cultura. "O que podemos fazer é nos aproximar, dialogar, conviver, trocar", afirma. A professora e poeta Teruko Oda, membro do Grêmio Haicai Ypê, de São Paulo, lembra frase uma conhecida: "o tradutor é um traidor." Para ela, as traduções são interpretações ou reinterpretações do texto original. O jornalista e professor da Universidade de São Paulo, Moacir Amâncio, porém, diz que uma tradução pode ser considerada uma "traição perfeita", quando ela, na medida do possível, aproxima o leitor brasileiro do original e o texto ganha autonomia em português. Já Paulo Franchetti acredita que se o tradutor é hábil, alguma faísca sempre atravessa as distâncias temporais e culturais.

Leia algumas traduções para o mais famoso haicai do mestre Matsuo Bashô:
Velho tanque Uma rã mergulha Barulho da água
Cecília Meirelles Escolha o seu sonho, 1974

Velha lagoa o sapo salta o som da água
Paulo Leminski, Matsuo Bashô: a lágrima do peixe, 1983

Ah, o velho lago. De repente a rã no ar e o baque na água
Olga Savary, Bashô, 1989

VELHA LAGOA UMA RÃ MERGULHA UMA RÃ ÁGUÁGUA
Décio Pignatari, citado em Matsuo Bashô, de Paulo Leminski, 1987

O velho tanque Uma rã mergulha, Barulho de água
Paulo Franchetti e Elza Dói, Haikai, 1990

Chuá, chuá coach, coach tchibum!
Estrela Ruiz Leminski, Cupido: cuspido, escarrado, 2004


Mas é preciso voltar um pouco no tempo. A primeira referência ao haicai como poesia no Brasil aparece no início do século XX em Trovas populares brasileiras, de Afrânio Peixoto, que, em 1928 viria a publicar um livro com haicais de sua autoria. Depois dele, outros também se interessaram pela poesia japonesa. Franchetti aponta três tendências, ou, como ele diz, "linhagens" para o haicai brasileiro. A primeira, segundo ele, começa com Guilherme de Almeida. Poeta que achava que o haicai deveria ter uma estrutura métrica rígida e também rimas e títulos. Muitos discordam do excesso de formalismo e rigor técnico dos haicais do poeta paulista, mas Guilherme de Almeida é reconhecido como um importante divulgador dos poemas japoneses.

Mas é preciso voltar um pouco no tempo. A primeira referência ao haicai como poesia no Brasil aparece no início do século XX em Trovas populares brasileiras, de Afrânio Peixoto, que, em 1928 viria a publicar um livro com haicais de sua autoria. Depois dele, outros também se interessaram pela poesia japonesa. Franchetti aponta três tendências, ou, como ele diz, "linhagens" para o haicai brasileiro. A primeira, segundo ele, começa com Guilherme de Almeida. Poeta que achava que o haicai deveria ter uma estrutura métrica rígida e também rimas e títulos. Muitos discordam do excesso de formalismo e rigor técnico dos haicais do poeta paulista, mas Guilherme de Almeida é reconhecido como um importante divulgador dos poemas japoneses.

Outra tendência apontada por Franchetti está ligada ao papel dos imigrantes japoneses que chegaram ao país no início do século passado e que, segundo ele, "aclimataram" o haicai, mantendo o que achavam mais importante da forma tradicional. Nessa linha, ele destaca o nome do poeta Nempuku Sato, que trouxe para o Brasil a forma e o espírito do haicai. Grupos e associações conservam a tradição de Nempuku Sato. Poetas como Teruko Oda, Edson Kenji Iura e Eunice Arruda mantêm no Grêmio Haicai Ypê a essência do haicai japonês, entre eles o uso do kigô. Para Eunice Arruda, o trabalho realizado pelo grêmio procura guardar o caráter tradicional do haicai.

E por fim, uma outra linha tenta incorporar, de acordo com Franchetti, o haicai à tradição brasileira. Essa tendência busca valorizar o lado zen da poesia e da disposição do espírito. Segundo Franchetti, o haicai praticado por essa vertente deixa de dar tanta importância à métrica e ao uso de palavras de estação.
O poeta paranaense Paulo Leminski, autor de haicais, várias traduções e da biografia de Matsuo Bashô, mestre japonês, se destaca nessa tendência. Leminski é considerado um dos maiores criadores e divulgadores do haicai brasileiro. Seus poemas mesclam a abordagem técnica do ideograma na poesia concreta com uma leveza, ou nas palavras de Franchetti, "uma espécie de orientalismo zenista". Em Leminski, o haicai ganha maior liberdade, as possibilidades estéticas se alargam, sem perder o sabor. Rima, humor e uma poesia meio anarquista que provoca algumas críticas entre os seguidores do haicai tradicional, mas também reconhecimento. Sem o compromisso de se manter dentro das regras, Leminski consegue trazer sua poesia para o cotidiano, sem perder a concisão e o espírito zen.

Não existe um haicai brasileiro, mas vários, que de uma forma ou de outra tentam manter o espírito do haicai, explica Franchetti. Poetas da nova geração acreditam no haicai como um dos caminhos da moderna poesia brasileira. Para Ricardo Silvestrin, o haicai "está na arte de Oswald de Andrade, em Leminski, na Alice Ruiz e nos bem-humorados poemas de Millôr Fernandes". Para alguns, o haicai se assemelha a uma religião. É o caso de Fabrício Carpinejar, para quem o haicai representa uma experiência espiritual e de autodescoberta. "Minha poesia é asmática, o que facilita o haicai informal mesmo em poemas mais longos. O haicai não pode ser reduzido ao mero número de linhas ou a um poema formal breve. É uma forma de enxergar e entender a vida."

O espírito do haicai também está na poesia fescenina de Glauco Mattoso, que, mesmo mantendo o rigor da forma, subverte, traz uma temática mais satírica e erótica. Seguindo Oswald de Andrade, Glauco Mattoso canibaliza o haicai. Segue uma tendência já apontada por uma das grandes damas do haicai brasileiro, Olga Savary. Escritora, poeta, tradutora, foi uma das primeiras mulheres que escreveram e publicaram haicais no país. Com uma temática erótica, os haicais de Olga Savary fogem do tradicional, mas não de sua essência. "Repetir o que já foi feito é muito pobre", afirma Olga.

E é justamente pelo haicai estar associado à repetição de uma fórmula que surgem as críticas. Para o jornalista e professor da Universidade de São Paulo, Moacir Amâncio, "o problema das formas fixas é que viram clichês; um brinquedo fácil de fazer, o que é a morte". O grande desafio, segundo ele, é reinventar dentro do clichê. O esgotamento da forma também é lembrado por Cláudio Daniel: "Tal como aconteceu com o soneto, pela repetição mecânica, com poucas variações, o haicai virou forma fixa. Falta sinceridade, profundidade em muita coisa que é publicada hoje".

Para os que querem seguir o caminho do haicai, Cláudio Daniel dá uma dica: "Não seguir nenhuma fórmula. Conciliar a tradição com a inovação, o trabalho formal com a espontaneidade, a visão do todo com a visão do eu, tendo como princípio básico a sinceridade". Alice Ruiz vai além: "Veja a natureza, preste atenção nela e tente se ausentar, tirar as idéias preconcebidas, esvaziar a mente de preocupações pessoais. E ficar atento. Olhar para a vida e para a natureza amorosamente".
O que quer dizer
SUELY SHIBA
HAICAI - Ou haikai, ou haiku. Poema japonês breve que apresenta uma cena ou um evento natural em linguagem cotidiana. Os termos haiku e haicai podem ser usados como sinônimos. Muitos autores usam haicai para denominar o poema japonês feito no Brasil e haiku para o tradicional poema feito no Japão. O haiku foi criado pelo mestre Shiki, no século XIX para designar o poema independente de 5-7-5 sílabas: hai-cai +hok -ku.

HAIBUN - Diário de viagem onde se incluíam os haicais.

HAIGA - Pintura de caráter abstrato onde se escreviam haicais.

HAIMI - A essência ou sabor do haicai. Desperta no leitor uma sensação peculiar.

HOKKU - É o primeiro terceto de um tanka. O hokku viria a dar origem ao haicai e já continha as 17 sílabas, o termo de estação e uma palavra de corte.

KANJI - Forma de escrita chinesa importada pelo Japão. A palavra "kanji" significa "letra chinesa", ou, num sentido mais amplo, "escrita chinesa".

KIGÔ - No haicai, é a palavra que representa o termo da estação do ano

KIREJI - Palavra de corte. No haicai ou no hokku, é uma palavra ou sufixo que indica pausa e geralmente vem no final de uma das divisões formais.

MICHI ou DÔ - Caminho de vida.

RENGA - Poemas encadeados, compostos oralmente e de improviso por um grupo de poetas. Renga é o nome de uma prática de escrita coletiva de poesia em que cada participante compõe um verso ou estrofe, seguindo determinadas regras temáticas e técnicas.

SATORI - Iluminação. Satori é uma palavra japonesa que faz referência ao momento em que o praticante de zen consegue atingir a iluminação.

SAMURAI - Os samurais foram guerreiros no antigo Japão feudal. O nome samurai significa em japonês "aquele que serve".

SENRYU - Poema humorístico ou satírico geralmente escrito na mesma forma do haicai.

TANKA - Primeira forma de composição poética surgida no Japão. O tanka é formado por um terceto, o primeiro verso com cinco sílabas, o segundo com sete e o terceiro com cinco; e um dístico de sete sílabas em cada verso.
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