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Reportagem |
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| edição 25 - Maio 2007 |
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| Lugares imaginários |
| De Pasárgada a Shangri-la, dez mundos que existem só na literatura. O pernambucano Manuel Bandeira no poema “Vou-me embora pra Pasárgada” apresenta as delícias de um oásis em que viver é uma aventura inconseqüente |
| por Denise Mota |
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| Shangri-la, onde todos têm longevidade, na adaptação para o cinema de Frank Capra, 1937 |
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Manuel Bandeira nunca foi agente de turismo, mas propagandeou como poucos um dos destinos mais conhecidos dos brasileiros: Pasárgada, paraíso detectado somente pelos radares da imaginação e onde a felicidade está à espera. Como ela, inúmeras outras terras compõem o extenso mapa de lugares criados pela literatura, latitudes de uma geografia inabalada por acordos ou guerras, incólume e infalivelmente mutante a cada olhar.
No poema “Vou-me embora pra Pasárgada” (publicado em Libertinagem), o pernambucano apresenta as delícias de um oásis em que viver é uma aventura inconseqüente, e onde mulheres bonitas, livres e dispostas oferecem prazeres infinitos. Pasárgada, a real, foi uma cidade da antiga Pérsia e surgiu sob os olhos de Bandeira durante uma leitura de Xenofonte.
Se os vapores do Oriente são nada mais que envoltório para o delirante mundo do modernista, eles inundam a Shangri-La de James Hilton, criação tão indelével que se transformou em substantivo de uso cotidiano. Em Horizonte perdido, o inglês desvela uma comunidade encravada no Tibete, em que a saúde e a longevidade não são privilégios, mas marca de todos os habitantes. Nesse recanto para poucos eleitos – e de onde não se pode sair –, os homens compartilham a abundância, regidos pela moderação e pela bondade.
Com encantos ainda mais extraordinários, a Terra Média de J. R. R. Tolkien é constituída de sabedoria e de sombras. Ao longo de diversas eras, homens, elfos, anões e hobbits combatem malignas criaturas que buscam o domínio de todos os seres. |
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