Ele é um dos ícones mais marcantes do imaginário coletivo. Presente na natureza e com infinitas nuances, aparece associado a fortes emoções. Vermelho era o vestido de Jéssica Rabbit; vermelha era a cor escolhida por Marilyn Monroe para incendiar seus lábios voluptuosos. Duas mulheres que sabiam de tudo quando o assunto era feminilidade e sedução. E mais: era o tom dos mantos de reis e rainhas e do primeiro batom que existiu. Até mesmo a Igreja, ontem e hoje, faz amplo uso dessa nuance para vestir papas, bispos e cardeais. Um exemplo mais recente da sua validade? O red carpet do evento mais glamouroso que já existiu. Não há atriz que não sonhe em desfilar sobre o tapete reservado às celebridades na entrega do Oscar. Por meio do carmim, ou carmesim, cor que tende para o púrpura, do tijolo e do tomate, a coloração desperta admiração. Inspira até sentimentos tão intensos quanto ambivalentes: a paixão avassaladora, o ódio, o sangue que escorre nas guerras e, ao mesmo tempo, aquele doado para salvar vidas. O vermelho agrada, e muito, no mundo da moda. Um nome para falar por todos: Valentino, o estilista que soube transformar a cor em grife.
Para o verão 2008/2009, Blugirl espalhou pequenas rosas avermelhadas por seus românticos vestidos. Jean Paul Gaultier escolheu a nuance para sua mulher-pirata. E Costume National fez dele sua bandeira de verão. E se houver indecisão sobre qual a cor mais adequada à ocasião, Chanel ensina a resolver: montou vitrines interativas em diversas perfumarias na Europa para mostrar todas as tonalidades do batom Rouge Allure, os conselhos dos maquiadores e a história desse item de make-up. |