Feminíssima Models 2003 - Coletiva

  O Feminíssima promoveu uma entrevista coletiva no Hotel Meliá Mofarrej em São Paulo, para o lançamento do Feminíssima Models 2003. Com a presença de Luiza Brunet, a 1ª Modelo Feminíssima Raissa Herberts e a diretora da agência Ford Models, Denise Céspedes, o evento reuniu a imprensa para apresentar o concurso, que lançará uma mulher entre 18 e 21 anos para o mundo da moda.

Com três modelos de diferentes gerações - Luiza foi a musa dos anos 80, Denise fez sucesso na mesma época e Raissa acaba de entrar no mercado -, a coletiva deu um bom panorama sobre como está o mercado de modelos hoje, e o que se espera da próxima modelo Feminíssima. Confira!


Fotos: Dimas Scitini
 

Luiza, que diferenças há entre a carreira de modelo da sua época e a de hoje em dia?

LUIZA - No meu tempo havia poucas agências. Hoje é mais fácil trabalhar, as agências dão um maior respaldo, existe mais profissionalismo. Nos anos 80 não havia essa intermediação, muitas vezes o contato entre as modelos e os clientes era direto.
 

Por que um concurso para garotas entre 18 e 21 anos, já que hoje as meninas começam a entrar na carreira aos 12, 13 anos?

LUIZA BRUNET - A partir dos 18 anos, é difícil uma menina começar a carreira de forma convencional. E acho isso uma pena, até como consumidora, pois as modelos mais maduras passam mais credibilidade. Por isso essa iniciativa, de dar uma oportunidade a essas jovens.
DENISE CÉSPEDES - E o mercado internacional valoriza bastante as mulheres mais velhas. As modelos em idade mais avançada têm um bom mercado, como Linda Evangelista, Christy Turlington e Claudia Schiffer por exemplo.
 

Como deve ser a vencedora? Como é a modelo Feminíssima que o concurso procura?

LUIZA BRUNET - Ela tem que seguir o padrão do mercado, no sentido de ter traços harmônicos, ser alta e magra. Mas acima de tudo tem que ser uma mulher com personalidade, estilo próprio, bem-informada...Tem que ter algo a mais, ou ser profissional a ponto de se fazer diferente.
 

Que perfil de modelo está em alta no mercado hoje?

DENISE - Não existe um padrão específico, de loira, morena, cabelo liso ou cacheado. Cada trabalho, cada cliente pede um tipo físico diferente, por isso há mercado para todos os estilos.
 

Raissa, como foi seu primeiro ano como Modelo Feminíssima?

RAISSA HERBERTS - Foi maravilhoso! Conheci a Luiza, fiz muitos trabalhos, desfiles, editoriais, fotos, conheci várias cidades do Brasil e também fiz viagens ao exterior.
 

Com as experiências que teve nesse ano, você acha que foi melhor ter começado sua carreira mais tarde?

RAISSA - Sem dúvidas. Essa é uma profissão que mexe muito com o ego, é preciso ter uma cabeça bem preparada para enfrentar os problemas que aparecem, a competitividade, a rejeição.
 

Qual a importância de um concurso para quem quer começar a carreira de modelo?

DENISE - Acredito que a melhor maneira de começar a carreira de modelo é através de um concurso. Em um evento desses, você sabe onde está pisando, tem a cobertura da mídia, não há o risco de ser enganada por algum aproveitador. Um dos meus maiores orgulhos é a vencedora do concurso Supermodel do ano passado, Liliane Ferrarezi. Em apenas 9 meses de carreira, já é considerada a 21ª melhor modelo do mundo.
 

Quais os conselhos para quem está começando a carreira?

DENISE - A família tem que apoiar e incentivar a menina. É errado fazer algum tipo de pressão, cobrar um retorno financeiro imediato. E as modelos têm que aprender a lidar com a rejeição. É muito comum ouvir "não", ser recusada em um casting. Mas isso não significa que ela seja ruim, e sim que não era o perfil que o cliente procurava.
 

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