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"Clássico não é um livro que possui necessariamente tais ou quais méritos: é um livro que as gerações dos homens, urgidos por razões diversas, lêem com prévio fervor e com uma misteriosa lealdade."

(Jorge Luis Borges)

 

 
O desafio de filmar um grande autor é tão maior quanto mais clássico ele for e quanto maior o número prévio de adaptações. Na realização deste que é o longametragem de estréia da Conspiração Filmes, tivemos a felicidade de contar com o inestimável apoio de pessoas e empresas sem as quais esta obra não poderia ter sido realizada.
Assim, desejamos expressar nossa gratidão à família de Nelson Rodrigues que, pronta e gentilmente, disponibilizou o tão nobre material que é a base de nosso filme. Agradecemos também às atrizes e atores que nos privilegiaram com seu talento excepcional, tão precioso e tão decisivo para o resultado final de nosso filme.
Agradecemos o apoio dos técnicos que nos emprestaram sua experiência, seu conhecimento e a qualidade de seu trabalho e registramos o apoio e a honrosa confiança depositada em nós pela Globosat, nossa co-produtora.
Finalmente, desejamos agradecer à fundamental participação das empresas patrocinadoras e investidoras da obra - BR Distribuidora, Copesul, Fininvest, Petroquímica União, Telpa, Unibanco, Viação São Geraldo, Quanta e BNDESPar - que disponibilizaram valiosos recursos, tão necessários à sua realização.
Graças a estas pessoas e empresas tivemos à nossa disposição tudo o que necessitávamos para enfrentar o desafio que impusemos à nós mesmos em nossa estréia cinematográfica: filmar Nelson Rodrigues, aquele que é, talvez, o mais filmado de todos os atores brasileiros. Filmar, em suma, um autor clássico.

À elas dedicamos, em reconhecimento e gratidão, este trabalho.

Diretores

    Arthur Fontes
    Claudio Torres
    José Henrique Fonseca


Produtores
    Flávio R. Tambellini
    Leonardo Monteiro de Barros
    Pedro Buarque de Hollanda



O Primeiro Longa-Metragem da Conspiração Filmes

A qualidade e o requinte dos premiados videoclipes e comerciais da Conspiração Filmes chegam agora ao cinema com o longa-metragem "Traição". Os diretores Arthur Fontes, Claudio Torres e José Henrique Fonseca foram buscar nas crônicas de Nelson Rodrigues a matéria-prima para os três episódios do filme, que reúne cinco gerações de atores consagrados: Fernanda Montenegro e Jorge Dória; Francisco Cuoco e Tonico Pereira; Daniel Dantas, Fernanda Torres, Drica Moraes, Alexandre Borges, Pedro Cardoso e Tuca Andrada; e a adolescente Ludmila Dayer, revelada em "Carlota Joaquina". "Traição" mostra que a obra de Nelson Rodrigues continua vibrante, provocativa e moderna. Por isso mesmo, como todos os clássicos, ela é capaz de produzir incessantemente novas leituras.
É o que mostram as visões ousadas e originais das três histórias do longa-metragem, que retratam as relações amorosas em tramas urbanas do Rio de Janeiro nos anos 50, 70 e 90. "Traição" concilia a liberdade na adaptação do universo de Nelson com a fidelidade às marcas registradas do autor que revolucionou nossa dramaturgia, abalando os alicerces morais da família brasileira: a caracterização inimitável de tipos sociais, a obsessão exasperada pelo adultério, o senso de humor incomum e a utilização dos personagens como cobaias de experiências de transgressão. Co-produzido pela Conspiração Filmes, Globosat e Ravina Produções, "Traição" tem a produção assinada por Flávio R. Tambellini, Leonardo Monteiro de Barros e Pedro Buarque de Hollanda. "O Primeiro Pecado", "Diabólica" e "Cachorro!" mostram que, também nas crônicas que publicou diariamente em jornais como "O Globo" e "Última Hora" nos anos 50 e 60, Nelson Rodrigues fazia da hipocrisia moral e das convenções sociais o seu alvo preferido, criando personagens rigorosamente modernos para o seu tempo e permanentemente atuais, como a atraente "devoradora de homens" interpretada por Fernanda Torres em "O Primeiro Pecado", e uma versão carioca de Lolita, interpretada por Ludmila Dayer em "Diabólica". Mas "Traição" é sobretudo um filme que traduz com êxito a filosofia de produção audiovisual da Conspiração Filmes, reunindo um elenco de estrelas e alguns dos mais competentes nomes em atividade na direção de arte (Toni Vanzolini e Gualter Pupo) e de fotografia (Affonso Beato e Breno Silveira).


Sinopse Reduzida

Três episódios baseados em crônicas de Nelson Rodrigues que têm o adultério como tema central, recriados para retratar as relações amorosas no Rio de Janeiro nas décadas de 50, 70 e 90. Longa-metragem da Conspiração Filmes, dirigido por Arthur Fontes, Claudio Torres e José Henrique Fonseca.
 

 

Nelson Rodrigues e o Cinema

"Traição" marca a volta de Nelson Rodrigues aos cinemas depois de 15 anos de ausência - o último longa-metragem baseado em sua obra foi "Perdoa-me por me traíres", de Braz Chediak. Pode-se dizer que um dos aspectos revolucionários da dramaturgia de Nelson Rodrigues foi ter quebrado com a linguagem teatral de seu tempo, empregando, em peças como "Vestido de noiva" e "Anjo negro", elementos de linguagem que tinham um íntimo parentesco com o cinema, como os flash-backs e outros recursos visuais e sonoros, que produziram uma atmosfera fantástica e onírica até então inédita nos palcos. Não é de se estranhar, portanto, que sua obra tenha cativado diversos cineastas brasileiros ao longo dos anos. Os filmes de longa-metragem baseados na obra de Nelson Rodrigues são:

1952 - "O meu destino é pecar" (direção de Manuel Peluffo)
1962 - "Boca de ouro" (Nelson Pereira dos Santos)
1963 - "Bonitinha mas ordinária" (Bill Davis, pseudônimo de J.P. de Carvalho)
1964 - "Asfalto selvagem" (J.B. Tanko)
1965 - "O beijo" (Flávio Tambellini) / "A falecida" (Leon Hirszman)
1966 - "Engraçadinha depois dos 30" (J.B. Tanko)
1973 - "Toda nudez será castigada" (Arnaldo Jabor)
1975 - "O casamento" (Arnaldo Jabor)
1978 - "A dama do lotação" (Neville de Almeida)
1980 - "Os sete gatinhos" (Neville de Almeida) / "O beijo no asfalto" (Bruno Barreto) / "Bonitinha mas ordinária ou Otto Lara Resende", de Braz Chediak
1981 - "Álbum de família - Uma história devassa" (Braz Chediak) / "Engraçadinha" (Haroldo Marinho)
1983 - "Perdoa-me por me traíres" (Braz Chediak)