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Carlos
Eduardo é operador de caixa no Savegnago Supermercados. Ele
tem apenas 15 minutos para se alimentar, come quase sempre
uma fruta e um iogurte, às vezes um bombom. Depois que sai
do serviço, às 15h, é que ele come direito em casa. O fato
de não ter tempo é apenas um detalhe, segundo o professor
Marcelo. Cada um deve pensar que, além de trabalhar, é necessário
se alimentar bem para ter uma boa saúde. Marcelo afirma que
uma boa alimentação é responsável por cerca de 60% de uma
vida saudável. A jornalista Daniela Egea já teve problemas
devido à sua alimentação. Ela tem uma hora de almoço, mas
acaba comendo em 15 minutos, pois quase sempre o seu horário
precisa ser diminuído. Por comer muito rápido já teve vários
problemas de saúde, como queimação e frequentes dores de estômago.
Ela diz que almoça "de verdade" carne, feilão, arroz, mas
o que ela sente que faz mal comer depressa.
Existem
também as pessoas que têm maior possibilidade de se alimentar
bem e sem pressa, pois ficam a maior parte do tempo em casa.
É o caso da aluna do Curso de Ciências Biológicas da UNIFRAN,
Cristina Medeiros. Ela almoça ao meio-dia e demora cerca de
40 minutos para comer, não faz nenhuma dieta, come de tudo
e não dispensa um chocolate, mas confessa que nem sempre come
tudo o que sua mãe faz.
O
professor Marcelo garante que uma boa alimentação consiste
na ingestão de vitaminas encontradas principalmente nas frutas,
verduras e legumes; proteínas de origem animal como o leite
e as carnes, e o mais importante: a redução de gorduras na
alimentação, como frituras e chocolates. Ele diz ainda que
as pessoas que não dão valor a uma preparação correta das
suas refeições, ainda não sabem o efeito nocivo de uma má
alimentação. Elas correm sérios riscos de sofrer de males
do estômago, intestino e outras doenças ocasionadas pela falta
de resistência no organismo, como a gripe, por exemplo, que
com uma boa dose diária de vitamina C, encontrada em diversas
frutas, seria evitada.
O caso da vendedora Joyce Peixoto, 18, é um exemplo da má
alimentação que é muito comum entre os jovens da sua idade
que trabalham fora. Joyce tem 30 minutos de lanche e quase
sempre come bobagens, como ela mesma diz: "chego a comer várias
lanchinhos e sorvetes que eu sei que não têm vitamina nenhuma,
mas é mais cômodo pra mim". A vendedora já teve várias complicações
intestinais e diz que quando está em casa evita as frituras
para não atrapalhar mais ainda a sua saúde.
Informações: Jornal Terceira Margem
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