Como escolher a escola do seu filho

Eliane Rosetto
 


Não existe receita para escolher a melhor escola para o seu filho. Por isso mesmo, os pais ficam tão preocupados que chegam até a perder o sono. O que fazer? Que critérios observar? Como acertar na escolha? Uma boa dica é evitar comparações com modelos velhos,saudosistas. Procurar escolas que usem os mesmos métodos de sua época, com certeza é um equívoco. Os tempos mudaram, a educação mudou, fixar-se num modelo de 20 anos atrás, significa privar o seu filho de novas oportunidades.
Sair procurando a melhor escola é outra falha, pois ela não existe. O melhor a fazer é encontrar a escola mais adequada, tanto ao seu filho, quanto ao perfil da família, uma vez que será o local onde a criança passará, no mínimo, metade dos seus dias. Com certeza este local deve ter um bom espaço físico, de preferência que valorize a natureza, e possibilite boa convivência social e oportunidades de aprendizagem.
Para se garantir uma boa "performance" na era da informática, não basta, por exemplo, a escola possuir alguns computadores, se a sua utilização não acrescentar nada de novo na maneira de conduzir e lidar com os conhecimentos. Quanto à proposta pedagógica, contemple uma que não valorize apenas o raciocínio, a razão e a lógica, mas também os sentimentos, afetos, e os valores que a família traz. Se deseja uma educação que não tolha o seu filho, não adianta coloca-lo num colégio extremamente disciplinador, por exemplo. Se valoriza a ética e o respeito aos semelhantes, procure uma escola que trabalhe com os códigos de ética, cidadania e religiosidade. O mais importante é escola e família estarem bem sintonizadas, para juntas promoverem a educação mais adequada ao seu filhos.

 
   
   
 

Erros comuns dos pais:

. Avaliar a escola de acordo com o modelo da educação dos pais.
. Criar expectativas demais sobre o filho.
. Pressionar a escola a preparar para o vestibular desde cedo.
. Delegar ao colégio toda a formação moral e disciplinar.
. Interessar-se pouco pela vida escolar.

Acertos

. As novas diretrizes educacionais exigem do aluno outras competências.
. Ficar o tempo todo quieto só ouvindo o professor não é mais bom exemplo.
. O filho não deve necessariamente estudar na mesmas escolas dos pais nem seguir a mesma profissão.
. O ensino fundamental não tem a função de preparar o aluno para o vestibular.
. A escola não substitui o papel da família. Nenhum colégio consegue, sem a ajuda dos pais, ensinar bons modos e disciplina.
. Não basta conferir boletins e cobrar a lição de casa.

É preciso avaliar se a criança está feliz e se há algo que a atrapalhe nos estudos.

Informações: Folha on line

 

 
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"Não somos pescadores domingueiros, esperando o peixe. Somos agricultores, esperando a colheita, porque a queremos muito, porque conhecemos as sementes, a terra, os ventos e a chuva, porque avaliamos as circunstâncias e porque trabalhamos seriamente"
Danilo Gandin