|
CURITIBA - Se o meio-campista
Thiago Neves não tivesse sido "doado" pelo
ex-presidente José Carlos de Miranda ao empresário
Léo Rabelo, o Paraná Clube teria hoje, em caixa,
cerca de R$ 7 milhões. Foi isso o que o Fluminense
faturou com a venda do jogador para o Hamburgo, da Alemanha,
por R$ 21,95 milhões (9,2 milhões de euros).
O tricolor carioca ficou com 30% da negociação.
O Paraná agora receberá apenas 5% como clube-formador
do atleta - cerca de R$ 1,1 milhão - e espera uma decisão
judicial favorável, a fim de que o repasse dos direitos
econômicos do jogador para a empresa Systema, de Léo
Rabelo, seja considerado nulo. Neste caso, o Tricolor pode
abocanhar algo perto de R$ 3 milhões. Porém,
trata-se de um imbróglio que não tem data para
terminar.
Para o Paraná Clube, o melhor negócio, já
que não conseguiria segurar o jogador após o
retorno dele do Vegalta Sendai (Japão), era a negociação
que estava alinhavada no final do ano passado, e que envolveria
Traffic, Palmeiras e Paraná, fosse concretizada. Thiago
Neves chegou a assinar um pré-contrato, rompido depois
pelo jogador. Neste acordo, o Tricolor seguiria dono de 30%
dos direitos do atleta.
Com os supostos R$ 7 milhões que arrecadaria da venda
do meio-campista, o Paraná teria fôlego financeira
para planejar uma temporada 2009 muito mais positiva do que
a que tem sido a de 2008. O dinheiro daria suporte para se
montar um time capaz de retornar à Primeira Divisão
do Brasileiro, mas agora o Tricolor terá de buscar
novas fontes e evitar também novas "doações"
de jogadores.
|